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Hospitais chineses vendem placentas humanas na Internet

O Governo chinês proibiu em 2005 a venda de placentas humanas, órgãos muito utilizados na medicina tradicional chinesa, mas alguns hospitais continuam a comercializar através da Internet sem o conhecimento das mães, denuncia esta terça-feira o diário "China Daily".

25 de outubro de 2011 às 08:51

De acordo com o jornal, alguns dos portais de vendas mais populares  na China, como o Taobao, vendem estes órgãos que segundo a medicina tradicional  podem ser ingeridos para melhorar o sistema imunitário, travar o envelhecimento  ou curar a impotência ou infertilidade.

O Ministério da Saúde, contudo, emitiu um comunicado salientando que  a venda é proibida e que as placentas são propriedade das mães.

O mesmo departamento governamental salienta que seriam as próprias mães  a poderem vender a placenta, mas o "China Daily" destaca que são os hospitais  e centros médicos chineses a comercializarem o produto, sem o conhecimento  das suas legítimas proprietárias.

As leis estabelecidas em 2005 determinam que uma mãe na China tinha  o direito de pedir aos centros médicos, após o parto, que ou lhe entregavam  a placenta ou a destruíam, queimando ou enterrando aquele órgão.

Nas zonas urbanas, mais de 90 por cento das mulheres prefere destruir  a placenta enquanto que nas zonas rurais acontece o contrário com 80 por  cento das mulheres a pretender ficar com a placenta porque a tradição refere  que enterrar a placenta no pátio da casa proporcionará boa sorte à família.

No entanto, como salienta o jornal, muitos hospitais vendem as placentas  que as mães decidem indicar para destruir.  

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