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Correio da Manhã

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Meninas incendiam orfanato em protesto contra abusos sexuais

Morreram 19 jovens do sexo feminino.
8 de Março de 2017 às 17:19
Incêndio em abrigo para crianças na Guatemala
Incêndio em orfanato na Guatemala
Incêndio em orfanato na Guatemala
Incêndio em abrigo para crianças na Guatemala
Incêndio em orfanato na Guatemala
Incêndio em orfanato na Guatemala
Incêndio em abrigo para crianças na Guatemala
Incêndio em orfanato na Guatemala
Incêndio em orfanato na Guatemala

Pelo menos 19 meninas morreram e outras 38 ficaram feridas num incêndio registado esta quarta-feira num orfanato na Guatemala, quando as jovens tentaram protestar contra os abusos sexuais e físicos, que sofrem, segundo fontes familiares.

O provedor dos Direitos Humanos, Abde Paredes, explicou aos jornalistas que, segundo as primeiras investigações, o fogo foi posto pelas próprias meninas e terá começado num colchão.

Segundo o porta-voz dos bombeiros locais, Mario Cruz, pelo menos 19 pessoas foram encontradas mortas no local do incêndio, que continuar a ser combatido.

O departamento nacional da polícia referiu que um total de 38 pessoas ficaram feridas, 14 das quais em estado grave devido a queimaduras.

Uma centena de pessoas concentrou-se no local para pedir às autoridades as identidades dos mortos e feridos, não tendo recebido, até ao momento, qualquer informação.

As meninas feridas e mortas terão alegadamente escolhido o Dia Internacional da Mulher para protestar contra os abusos sexuais e físicos que sofrem no orfanato.

Com os olhos em lágrimas e cabeças cabisbaixas, pais, mães e irmãos de alguns dos internos exigem saber a verdade.

O pai de Pablo, um menino de 14 anos, contou que o filho está no centro, mas desconhecia o seu estado. O homem salientou, contudo, não ter dúvidas que o filho é vítima de abusos.

"É assim que tratam as pessoas. É uma porcaria. Tem feridas quando o venho ver e se lhe pergunto quem lhas fez fica zangado", disse o homem, que prefere não se identificar.

Um grupo de mulheres comentou os testemunhos de crianças que alegam serem "espancadas e violadas".

"Não são criminosos, nem animais. São crianças, são pessoas, são adolescentes", gritou uma delas.

O orfanato tem estado envolto em polémica desde 2016. Pelo menos 47 jovens fugiram, o que levou a Secretaria da Presidência, responsável pela custódia das crianças a destituir o diretor.

As autoridades investigam desde então os factos e uma juíza decretou o encerramento do centro, motivo que levou dois juízes do Supremo Tribunal da Justiça a deslocar-se ao local para verificar a situação.

Dezenas de bombeiros, polícia, Cruz Vermelha e membros da Coordenação Nacional para a Redução de Desastres estão no local.

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