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Insultos racistas: John Galliano alega "tripla dependência"

O estilista britânico John Galliano alegará uma "tripla dependência", de álcool, psicotrópicos e soporíferos, como circunstância atenuante de uma acusação de insultos racistas que é julgada esta quarta-feira num tribunal de Paris, indicou o seu advogado. <br/>

22 de junho de 2011 às 14:06

Aurélien Hamelle explicou à emissora 'France Info' que apresentará o relatório  de um médico especialista em dependências, que acredita que, devido a elas, Galliano não tinha consciência do que estava a dizer quando insultou várias pessoas num bar de Paris.

Aquelas dependências geram "uma ausência de controlo" do que se faz e se diz. "Não se diz o que se pensa, dizem-se coisas sem sentido que não se querem dizer, ocorrem delírios, alucinações", referiu o advogado.

O estilista de 50 anos foi detido a 24 de Fevereiro, embriagado, após uma discussão num café. É acusado por um casal de insultos anti-semitas. Dois dias depois, uma mulher disse ter sido também insultada por John Galliano a 8 de Outubro de 2010 e ter apresentado queixa.

A 28 de Fevereiro, o site do jornal britânico ‘The Sun’ divulgou um vídeo mostrando o estilista num café, dizendo aos clientes à sua volta "Adoro Hitler".

John Galliano pode vir a cumprir até seis meses de prisão e uma multa de 22.500  euros.

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