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Intervenção do FMI em Angola "não é um resgate"

Governo diz que ajuda do FMI visa diversificar a economia.

08 de abril de 2016 às 08:25

Angola não vai estar sob resgate do Fundo Monetário Internacional (FMI), garantiu ontem o ministro das Finanças angolano, Armando Manuel, apesar de afirmar que o pedido de apoio "para diversificar a economia a médio prazo" pode envolver um pacote financeiro.Numa conferência de imprensa, em Luanda, destacou que o apoio solicitado se enquadra num Programa de Financiamento Ampliado e servirá para "maximizar o potencial dos setores das minas, agricultura, pescas e turismo" e "gerar mais renda fiscal" para o país.

O montante de ajuda do FMI não foi divulgado, mas economistas locais estimam que ronde os 2,1 mil milhões de euros.

Para a Unita este pedido "reflete desespero" do governo angolano, "penalizado pela falta de transparência e forma danosa como geriu os dinheiros que pertencem a todos", diz o porta-voz do partido da oposição, Alcides Sakala.

Com uma economia assente no petróleo, Angola foi afetada pela queda dos preços nos mercados internacionais e consequente impacto nas finanças públicas. A quebra de divisas e escassez de bens essenciais mergulharam o país numa profunda crise social.Só na capital, Luanda, o custo de vida aumentou 12,4% em outubro de 2015 face ao mesmo mês de 2014. Também o risco político está a aumentar, alerta a consultora de segurança Aon.

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