Primeiro ataque deu-se em março e desencadeou uma retaliação contra infraestruturas de petróleo e gás no Golfo Pérsico.
Israel lançou esta segunda-feira um novo ataque ao complexo petroquímico iraniano de South Pars, depois de um primeiro ataque em março ter desencadeado uma retaliação contra infraestruturas de petróleo e gás no Golfo Pérsico.
Israel "acabou de realizar um poderoso ataque contra as maiores instalações petroquímicas do Irão, localizadas em Asaluyeh, responsável por cerca de 50% da produção petroquímica do país", avançou o ministro da Defesa israelita, Israel Katz, numa mensagem em vídeo divulgada pelo seu gabinete.
Segundo o ministro israelita, a operação deixou inoperacionais "instalações chave do setor energético" do Irão.
Juntamente com o ataque anterior a outra parte do mesmo complexo, cerca de 85% das exportações petroquímicas do país persa "foram desativadas", disse Israel Katz, acrescentando que "isto representa um duro golpe económico para o regime iraniano, com perdas na ordem das dezenas de milhares de milhões de dólares".
A imprensa iraniana já tinha noticiado que as instalações petroquímicas de South Pars, que albergam as maiores reservas de gás natural do mundo, tinham sido atingidas hoje por um ataque aéreo israelo-americano.
"Há poucos minutos, foram ouvidas várias explosões vindas do complexo petroquímico de South Pars, em Asaluyeh", avançou a agência de notícias próxima do regime Fars.
A agência adiantou que os ataques atingiram as empresas Mobin e Damavand, que fornecem eletricidade, água e oxigénio às fábricas petroquímicas da região.
Em resultado, o fornecimento de energia a todas as fábricas petroquímicas em Asaluyeh permanecerá interrompido até que estas empresas sejam reparadas, acrescentou a agência de notícias ligada à Guarda Revolucionária iraniana Tasnim, garantindo, no entanto, que South Pars continua operacional.
Na sua mensagem, Katz sublinhou que tanto ele como o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, ordenaram a continuação dos ataques contra as infraestruturas do regime iraniano.
O ministro israelita avisou ainda que quaisquer ações contra Israel "agravarão os danos económicos e estratégicos" do Irão, levando "ao colapso das suas capacidades".
No domingo, o Irão lançou cinco ataques com mísseis contra vários pontos do território israelita, causando feridos e danos generalizados em habitações, principalmente na área metropolitana de Telavive.
As autoridades da República Islâmica não divulgam números oficiais de mortos desde a primeira semana da ofensiva conjunta israelo-americana, iniciada a 28 de fevereiro, quando estimaram o número em 1.230.
No entanto, a organização não-governamental Human Rights Activists News Agency (HRANA) avança que já foram registados mais de 3.400 mortos no Irão, entre os quais mais de 1.616 civis, incluindo, pelo menos, 244 crianças.
Em Israel, ataques com mísseis do Irão e mísseis disparados pelo grupo xiita libanês Hezbollah provocaram a morte a 22 pessoas, além de quatro mulheres palestinianas na Cisjordânia.
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