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Israel mata braço direito de Khamenei

Ali Larijani liderava o Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irão e era uma das figuras mais poderosas do regime.

18 de março de 2026 às 01:30

O poderoso e influente secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irão, Ali Larijani, foi esta terça-feira morto num ataque aéreo israelita em Teerão. Trata-se da mais proeminente figura do regime de Teerão a ser eliminada desde a morte, no primeiro dia da guerra, do aiatola Ali Khamenei, de quem Larijani foi braço direito e principal conselheiro.

Larijani, de 67 anos, terá sido morto num ataque com mísseis contra uma das várias ‘casa seguras’ onde passou os últimos dias. O regime de Teerão não confirmou imediatamente a sua morte, mas fonte do Governo israelita garantiu que “não há qualquer hipótese de ter escapado”, de tão devastador que foi o ataque.

A confirmar-se, a morte de Larijani representa um duro golpe para o regime de Teerão, talvez até mais que a morte de Khamenei, uma vez que o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional era o principal elo de ligação entre o poder político e militar do Irão e um dos principais rostos internacionais do regime, tendo participado nas negociações nucleares com os EUA que antecederam a guerra. Era visto como um político pragmático e defendeu internamente o acordo nuclear de 2015 contra as críticas da ala mais conservadora, mas as suas posições foram-se tornando cada vez mais radicais, principalmente depois da guerra dos 12 dias, no verão passado.

Após a morte de Khamenei, Larijani foi um dos três dirigentes nomeado para o conselho interino encarregado de conduzir o país até à eleição de um novo líder supremo e, ainda na semana passada, foi filmado a passear tranquilamente pelas ruas de Teerão, num desafio aberto aos EUA. Garantiu ainda que o Irão nunca cederia às ameaças de Trump e aconselhou o presidente norte-americano a “ter cuidado” para não ser eliminado.

Israel anunciou ainda ter matado, num ataque separado, o general Gholam Reza Soleimani, comandante das milícias Basij da Guarda Revolucionária, uma força paramilitar formada por milhares de voluntários que é responsável pela repressão interna. Soleimani foi atingido quando estava reunido com outros dirigentes da milícia numa tenda, para tentar passar despercebido após o quartel-general daquela força ter sido destruído num bombardeamento.

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