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Italianos terão entrado num corredor por engano durante mergulho nas Maldivas, mas não conseguiram sair

Corpos foram encontrados na parte mais funda de uma gruta.

21 de maio de 2026 às 13:37

A equipa de mergulhadores finlandeses, que recuperou esta semana os corpos dos italianos desaparecidos nas Maldivas, revelaram que há uma forte possibilidade de o grupo ter entrado por um túnel "errado" durante a exploração de uma caverna subaquática. 

Os profissionais, avança o jornal italiano La Repubblica, descobriram os corpos de quatro dos cinco italianos, num corredor sem saída dentro da caverna que este grupo estava a investigar. Os mergulhadores trabalham para a Dan Europe, uma organização médica e de investigação dedicada à saúde e segurança dos mergulhadores e deslocaram-se para as Maldivas para auxiliar nas buscas. 

O que os mergulhadores finlandeses conseguiram perceber até ao momento é que a caverna estava subdividida em outras. A primeira, onde entraram com um corredor com quase 30 metros de comprimento e três de largura, conduz a uma segunda caverna, uma espécie de uma dispensa dentro da cozinha, sem luz natural. É aqui, entre a caverna de entrada e a passagem para uma segunda, que existe um banco de areia e que é fácil de ultrapassar. É ao entrar neste segundo espaço dentro da caverna que os investigadores acreditam que os italianos tenham ficado presos. Explicam ainda que o stress e o pânico fez aumentar a frequência com que respiram e o ar disponível nos cilindros ter-se-á esgotado. 

Estas são conclusões avançadas pelo Daily Mail, com dados que os investigadores estão a recolher junto de alguns equipamentos utilizados pelos italianos, como as câmaras GoPro. As imagens vão permitir também perceber as condições de visibilidade que encontraram na gruta, se todos tinham lanternas, a intensidade das correntes ou obstáculos que possam ter encontrado.

Os cinco italianos entraram na água na quinta-feira passada, dia 14 de maio, para uma atividade de mergulho a 50 metros de profundidade (164 pés), no Atol de Vaavu, e a tripulação do navio em que viajavam comunicou o desaparecimento quando estes não voltaram à superfície. No mesmo dia, um dos mergulhadores foi encontrado. Os restantes corpos apareceram na segunda-feira. 

Os corpos foram encontrados na parte mais funda de uma gruta, a mais de 50 metros de profundidade, e aparentemente o equipamento que levaram não seria o mais adequado para uma exploração nestas condições.

A imprensa das Maldivas conta que um dos italianos foi ao mar com um fato de mergulho curto o que, apesar de as águas do Índico naquela zona serem quentes, é considerado inapropriado para uma profundidade de 50 metros. Além disso, utilizavam garrafas com ar comprimido de 12 litros, quando para mergulhos a abaixo dos 30 metros o recomendado é uma mistura trimix (oxigégio, nitrogénio e hélio), que terá sido, aliás, usada pelos especialistas finlandeses na recuperação dos corpos. As autoridades das Maldivas estão ainda a investigar a autorização para mergulhar aquela profundidade, quando, dizem, no Índico ser apenas permitido mergulho até 30 metros de profundidade. 

Já na Europa, o jornal italiano Corriere della Sera avança que a procuradoria de Roma está a investigar o caso por homicídio culposo.    

Recorde-se que os cinco italianos, ligados à Universidade de Génova, chegaram ao Atol de de Vaavu na última quinta-feira a bordo de um iate onde estavam mais 20 turistas italianos. Mergulharam supostamente com a intenção de explorarem grutas subaquáticas, mas nunca chegaram a regressar à superfície. Durante as buscas pelos corpos morreu também, no passado sábado, um mergulhador. 

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