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Corpos foram encontrados na parte mais funda de uma gruta.
A equipa de mergulhadores finlandeses, que recuperou esta semana os corpos dos italianos desaparecidos nas Maldivas, revelaram que há uma forte possibilidade de o grupo ter entrado por um túnel "errado" durante a exploração de uma caverna subaquática.
Os profissionais, avança o jornal italiano La Repubblica, descobriram os corpos de quatro dos cinco italianos, num corredor sem saída dentro da caverna que este grupo estava a investigar. Os mergulhadores trabalham para a Dan Europe, uma organização médica e de investigação dedicada à saúde e segurança dos mergulhadores e deslocaram-se para as Maldivas para auxiliar nas buscas.
O que os mergulhadores finlandeses conseguiram perceber até ao momento é que a caverna estava subdividida em outras. A primeira, onde entraram com um corredor com quase 30 metros de comprimento e três de largura, conduz a uma segunda caverna, uma espécie de uma dispensa dentro da cozinha, sem luz natural. É aqui, entre a caverna de entrada e a passagem para uma segunda, que existe um banco de areia e que é fácil de ultrapassar. É ao entrar neste segundo espaço dentro da caverna que os investigadores acreditam que os italianos tenham ficado presos. Explicam ainda que o stress e o pânico fez aumentar a frequência com que respiram e o ar disponível nos cilindros ter-se-á esgotado.
Estas são conclusões avançadas pelo Daily Mail, com dados que os investigadores estão a recolher junto de alguns equipamentos utilizados pelos italianos, como as câmaras GoPro. As imagens vão permitir também perceber as condições de visibilidade que encontraram na gruta, se todos tinham lanternas, a intensidade das correntes ou obstáculos que possam ter encontrado.
Os cinco italianos entraram na água na quinta-feira passada, dia 14 de maio, para uma atividade de mergulho a 50 metros de profundidade (164 pés), no Atol de Vaavu, e a tripulação do navio em que viajavam comunicou o desaparecimento quando estes não voltaram à superfície. No mesmo dia, um dos mergulhadores foi encontrado. Os restantes corpos apareceram na segunda-feira.
Os corpos foram encontrados na parte mais funda de uma gruta, a mais de 50 metros de profundidade, e aparentemente o equipamento que levaram não seria o mais adequado para uma exploração nestas condições.
A imprensa das Maldivas conta que um dos italianos foi ao mar com um fato de mergulho curto o que, apesar de as águas do Índico naquela zona serem quentes, é considerado inapropriado para uma profundidade de 50 metros. Além disso, utilizavam garrafas com ar comprimido de 12 litros, quando para mergulhos a abaixo dos 30 metros o recomendado é uma mistura trimix (oxigégio, nitrogénio e hélio), que terá sido, aliás, usada pelos especialistas finlandeses na recuperação dos corpos. As autoridades das Maldivas estão ainda a investigar a autorização para mergulhar aquela profundidade, quando, dizem, no Índico ser apenas permitido mergulho até 30 metros de profundidade.
Já na Europa, o jornal italiano Corriere della Sera avança que a procuradoria de Roma está a investigar o caso por homicídio culposo.
Recorde-se que os cinco italianos, ligados à Universidade de Génova, chegaram ao Atol de de Vaavu na última quinta-feira a bordo de um iate onde estavam mais 20 turistas italianos. Mergulharam supostamente com a intenção de explorarem grutas subaquáticas, mas nunca chegaram a regressar à superfície. Durante as buscas pelos corpos morreu também, no passado sábado, um mergulhador.
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