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Japão e EUA concordaram em reforçar sanções contra Moscovo

Entre os desafios para a economia global e para as economias locais, o comunicado destaca o aumento dos preços dos alimentos, da energia e das mercadorias, bem como a recente insegurança alimentar.

12 de julho de 2022 às 10:35

O ministro das Finanças japonês e a secretária do Tesouro dos EUA reuniram-se esta terça-feira em Tóquio, onde concordaram em reforçar as sanções contra a Rússia, apoiando assim a Ucrânia e combatendo a instabilidade económica provocada pela invasão.

"Estamos unidos na nossa forte condenação da guerra não provocada, injustificável e ilegal e continuaremos a aumentar o custo da guerra para Rússia através de sanções económicas e financeiras", disseram os dois responsáveis do Japão e dos EUA, Shunichi Suzuki e Janet Yellen num comunicado conjunto na sequência da reunião de hoje na capital japonesa.

Os dois países concordaram em coordenar a abordagem das consequências económicas da invasão da Ucrânia pela Rússia em fevereiro e do impacto negativo da mesma na volatilidade das taxas de câmbio e na economia.

Entre os desafios para a economia global e para as economias locais, o comunicado destaca o aumento dos preços dos alimentos, da energia e das mercadorias, bem como a recente insegurança alimentar.

Yellen encontrou-se com Suzuki numa paragem antes da sua participação na reunião de dois dias dos ministros das Finanças e governadores dos bancos centrais do G20 na Indonésia, que se realiza a partir de sexta-feira.

A secretária do Tesouro dos EUA também aproveitou a sua visita a Tóquio para se encontrar com o governador do Banco do Japão, Haruhiko Kuroda, numa reunião fechada aos meios de comunicação social, na qual, alegadamente, também debateram a inflação e o impacto da invasão da Ucrânia pela Rússia na economia global.

No início do dia, Yellen prestou homenagem ao antigo primeiro-ministro Shinzo Abe num velório no templo budista central de Zojoji, ao qual assistiram cerca de 2.500 pessoas.

"Abe ajudou a economia do Japão a recuperar e também a liderança do Japão no mundo", disse Yellen a Suzuki, acrescentando que um dos grandes legados da Abe foi fomentar uma estreita cooperação entre o Japão e os Estados Unidos.

Abe morreu na sexta-feira depois de ter sido alvejado pelas costas por um homem com uma arma artesanal enquanto participava num comício eleitoral antes das eleições parlamentares de domingo, em que o seu partido obteve uma vitória retumbante.

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