Japão lamenta morte de Liu Xiaobo e apela a que a China respeite os direitos humanos.
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Um jornal do Partido Comunista Chinês (PCC) publicou esta sexta-feira um editorial a dizer que Liu Xiaobo, dissidente chinês e Nobel da Paz, que morreu na quinta-feira, vítima de um cancro, era um peão do Ocidente, cujo legado desaparecerá em breve.
Em editorial, o Global Times, jornal em inglês do grupo do Diário do Povo, o órgão central do PCC, afirmou que Liu teve uma "vida trágica", porque tentou confrontar a sociedade chinesa com apoio de fora.
O mais conhecido ativista chinês a favor da democracia, Nobel da Paz em 2010, morreu aos 61 anos, enquanto cumpria uma pena de 11 anos de prisão por subversão contra o Estado.
O Global Times considerou que os últimos dias de Liu foram "politizados por forças estrangeiras", que usaram a doença de Liu para "promoverem a sua imagem e demonizarem a China".
Liu foi o segundo Nobel da Paz a morrer na prisão. O primeiro, Carl von Ossietzky, morreu de tuberculose, na Alemanha, em 1938, enquanto cumpria uma pena por se opor ao regime nazi de Adolf Hitler.
A questão dos direitos humanos é uma fonte de persistente tensão entre o Governo chinês e os país europeus e Estados Unidos, que tendem a enfatizar a importância das liberdades políticas individuais.
Para as autoridades chinesas, "o direito ao desenvolvimento é o mais importante dos direitos humanos" e o "papel dirigente" do Partido Comunista, no poder desde 1949, é "um principio cardial".
"Na história da China, nenhum dos heróis foi delegado pelo Ocidente. A posição e valor de alguém na História será decidida pelos seus esforços e persistência para o desenvolvimento do país", concluiu o jornal.
Japão apela ao respeito pelos direitos humanos
O Governo japonês lamentou esta sexta-feira a morte do dissidente chinês e Nobel da Paz, Liu Xiaobo, que morreu na quinta-feira vítima de cancro, e apelou a Pequim para que respeite os direitos e liberdades fundamentais.
"O Japão continuará a seguir com atenção a situação dos Direitos Humanos na China", afirmou em conferência de imprensa o porta-voz do executivo japonês, Yoshihide Suga.
Suga enviou as suas condolências à família de Liu, o mais conhecido ativista chinês a favor da democracia, Nobel da Paz em 2010, que morreu enquanto cumpria uma pena de prisão de 11 anos por subversão contra o Estado.
"A liberdade, o respeito pelos direitos humanos básicos e princípios jurídicos são valores fundamentais e cremos que estes devem ser garantidos também na China", afirmou.
A agência oficial chinesa Xinhua noticiou hoje a morte do dissidente chinês, Liu Xiaobo, sem mencionar que este foi o Nobel da Paz de 2010, e referindo-se a ele como "um condenado por subversão do poder do Estado".
Liu foi condenado em 2009 a onze anos na prisão por "incitar à subversão", após participar na redação de um manifesto político, em que pede reformas democráticas no regime comunista, como a separação de poderes e liberdade de expressão.
O porta-voz japonês não confirmou se o Japão foi um dos países que ofereceu tratamento médico a Liu, mas disse que Tóquio "esteve em contacto com a China para tratar vários aspetos relacionados" com o caso, segundo a agência japonesa Kyodo
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