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Correio da Manhã

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Maduro anuncia corte de relações diplomáticas com os EUA

Líder do congresso Juan Guaidó declarou-se novo chefe de estado venezuelano e Trump reconheceu-o como tal.
23 de Janeiro de 2019 às 18:04
Nicolás Maduro
Nicolás Maduro
Juan Gaidó
Juan Guaidó
Juan Gaidó
Juan Gaidó
Nicolás Maduro
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Juan Gaidó
Juan Guaidó
Juan Gaidó
Juan Gaidó
Nicolás Maduro
Nicolás Maduro
Juan Gaidó
Juan Guaidó
Juan Gaidó
Juan Gaidó

Nicolas Maduro a anunciou esta quarta-feira um corte das relações diplomáticas entre a Venezuela e os EUA, país que acusou de tentar levar a cabo um golpe de Estado. A decisão surge na sequência de Trump ter reconhecido Juan Gaidó como presidente legítimo da Venezuela, após o líder do congresso venezuelano se ter autoproclamado presidente esta quarta-feira.

Milhares de Venezuelanoss saíram, esta quarta-feira, para as ruas para protestarem contra o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro. Num golpe de teatro, mais ou menos previsível, o líder do congresso, Juan Guaidó autoproclamou-se como presidente do País e prestou juramento como presidente interino da Venezuela. "Juro assumir formalmente as competências do executivo nacional como presidente interino da Venezuela", disse perante milhares de opositores do regime de Maduro. 





Um gesto que teve acolhimento na Casa Branca. Donald Trump anunciou que reconhece Guadió como legítimo presidente do pais da América do Sul, passando por cima do atual líder, Nicolas Maduro, com quem mantém uma relação muito difícil desde que chegou a Washington. Vários outros países reconheceram Guadió como presidente da Venezuela, entre eles o Brasil e a Colômbia.

A casa branca divulgou um comunciado a afirmar o apoio a Guadió.


Nicolas Maduro reagiu com o anúncio do corte das relações diplomáticas entre a Venezuela e os EUA. O líder Venezuela impôs um prazo de 72 horas para os diplomatas americanos abandonarem o país. 

Segundo associações dos direitos humanos, os protestos fizeram fizeram pelo menos quatro mortos nas últimas horas, havendo ainda cerca de 50 detidos. O Observatório Venezuelano de Conflituosidade Social (OVCS) avançou que uma das mortes, a de um jovem de 16 anos, teve lugar em Caracas, devido a "um ferimento por arma de fogo, durante uma manifestação" em Cátia.

As outras três mortes ocorreram no Estado venezuelano de Bolívar, a 600 quilómetros a sudeste de Caracas, durante protestos prévios às manifestações convocadas para esta quarta-feira. Na localidade de San Félix, neste Estado, a população incendiou uma estátua do antigo presidente Hugo Chávez (presidiu o país entre 1999 e 2013) da qual cortou o busto que foi pendurado na ponte da Av. Guayana.

Segundo o OVCS, os protestos contra o novo mandato do presidente Nicolás Maduro multiplicaram-se durante a última noite (madrugada de quarta-feira, em Lisboa), passando de 30 na noite de segunda-feira para 63, na noite de terça-feira, na grande Caracas (capital e os vizinhos Estados de Miranda e Arágua).

Milhares de venezuelanos estão a sair às ruas, esta quarta-feira, em protesto contra o governo de Nicolas Maduro, dias depois de uma revolta militar travada que acabou com 27 pessoas detidas.

A Venezuela está a atravessar a sua pior crise económica, e a inflação vai chegar aos 10.000.000% este ano, de acordo com a Reuters. Em 2017, os protestos contra Maduro levaram à morte de 125 pessoas. No país, faltam comida e medicamentos.

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