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Correio da Manhã

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Ministro Augusto Silva diz que "o tempo acabou" para Maduro na Venezuela

Governo português defende a "realização de eleições livres e justas" na Venezuela
23 de Janeiro de 2019 às 23:51
Augusto Santos Silva, ministro dos negócios estrangeiros
Augusto Santos Silva
Augusto Santos Silva, governo
Augusto Santos Silva, ministro dos negócios estrangeiros
Augusto Santos Silva
Augusto Santos Silva, governo
Augusto Santos Silva, ministro dos negócios estrangeiros
Augusto Santos Silva
Augusto Santos Silva, governo

O ministro dos Negócios Estrangeiros português, Augusto Santos Silva, afirmou esta quarta-feira o seu pleno respeito "à vontade inequívoca" mostrada pelo povo da Venezuela e disse esperar que Nicolas Maduro "compreenda que o seu tempo acabou".

"Apelamos para eleições livres, para que Maduro compreenda que o seu tempo acabou, porque não pode ignorar a vontade do povo e a Assembleia Nacional tem de ser respeitada", disse o ministro à Lusa.

Santos Silva acrescentou "subscrever inteiramente" a declaração da chefe da diplomacia europeia, Federica Mogherini, "preparada entre Estados-membros", que renova o "apelo para que não haja violência e que seja plenamente respeitada a vontade inequivocamente manifestada hoje pelo povo venezuelano para a realização de eleições livres e justas".

Governo português defende eleições

Portugal defendeu, esta quarta-feira, a "realização de eleições livres e justas" na Venezuela, considerando que a vontade que as mesmas acontença foi "inequivocamente manifestada" pelo povo venezuelano. Antes, o Governo também já que seja respeitada a legitimidade da Assembleia Nacional da Venezuela e o direito à manifestação pacífica, depois de o líder do parlamento, o opositor Juan Guaidó, se ter autoproclamado Presidente interino. 

A posição do Executivo foi tornada pública numa publicação na página de Twitter do Ministério dos Negócios Estrangeiros. "Portugal apoia integralmente a declaração da Alta Representante [ndr: Federica Mogherini] em nome de toda a UE. Renovamos o apelo para que não haja violência e que seja plenamente respeitada a vontade inequivocamente manifestada hoje pelo povo venezuelano para a realização de eleições livres e justas", lê-se na referida rede social. "O
s direitos civis, a liberdade e a segurança de todos os membros da Assembleia Nacional, incluindo o seu presidente, Juan Guaidó, devem ser plenamente respeitados", apelou Mogherini.

"Levantemos a mão, hoje 23 de janeiro, na minha condição de presidente da Assembleia Nacional e perante Deus todo-poderoso e a Constituição, juro assumir as competências do executivo nacional, como Presidente Encarregado da Venezuela, para conseguir o fim da usurpação [da Presidência da República], um governo de transição e eleições livres", disse o presidente do parlamento venezuela, perante milhares de opositores de Maduro.

O chefe de estado reagiu, pouco depois, garantindo que continua a ser o líder legítimo do país e acusando a oposição de estar a fomentar golpes imperialistas. "Só o povo dá, só o povo tira", disse, questionando: "Pode autoproclamar-se presidente qualquer um? Ou é o povo que escolhe?" Maduro também anunciou o corte de relações diplomáticas com os EUA. 

Em reação imediata, o presidente dos EUA, Donald Trump, assumiu que vai reconhecer Guaidó como presidente e encorajou outros líderes a fazer o mesmo, como foi acontecendo com o passar das horas.
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