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Karl Lagerfeld: O criador de moda que virou estrela pop

Estilista falhou um desfile em janeiro e lançou suspeitas sobre a sua saúde.
Ana Maria Ribeiro 20 de Fevereiro de 2019 às 01:30
Karl Lagerfeld
Karl Lagerfeld
O adeus ao kaiser da Moda. Karl Lagerfeld em imagens
Karl Lagerfeld
Designer de moda falou sobre as queixas de assédio sexual no cinema e na moda
Karl Lagerfeld
Karl Lagerfeld
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O adeus ao kaiser da Moda. Karl Lagerfeld em imagens
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Karl Lagerfeld
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O adeus ao kaiser da Moda. Karl Lagerfeld em imagens
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Designer de moda falou sobre as queixas de assédio sexual no cinema e na moda
Karl Lagerfeld
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Karl Lagerfeld dizia que nunca tinha sido feliz na vida. A insatisfação crónica que sentia em relação ao trabalho não lhe dava tréguas.

"Sou como uma ninfomaníaca: nunca atinjo o orgasmo", chegou a afirmar numa das suas tiradas.

O ‘kaiser’ da moda – assim chamado por causa das suas raízes alemãs (nasceu em Hamburgo, em 1933) – falhou um desfile em janeiro, lançando suspeitas sobre o seu estado de saúde.

A notícia da morte foi dada esta terça-feira: Lagerfeld, o nome mais influente da moda mundial das últimas décadas, morreu aos 85 anos, no hospital americano de Paris, em França, sem que as causas da morte tenham sido reveladas. Para trás fica uma vida dedicada à beleza.

Conhecido pelos óculos escuros (que usava porque "fazem toda a gente parecer melhor") e os colarinhos altos (que lhe escondiam as rugas do pescoço), Lagerfeld mentia sobre as suas origens e a sua idade.

Dizia ser filho da aristocracia quando o pai era empresário, e durante anos disse ter nascido em 1938 ou em 1935. Mas o seu talento era verdadeiro.

Com apenas 20 anos ganhou um concurso de desenho de casacos e arranjou logo emprego como estilista.

Colaborou com várias casas de alta costura e a consagração chegou nos anos 80, quando integrou a casa Coco Chanel e a revolucionou.

As suas roupas ousadas – mas também a sua postura excêntrica – tornaram-no numa vedeta, ao nível das estrelas pop. Desenhou até ao fim. Até não poder mais. 

Criativo, cheio de energia e extremamente culto
"Recordarei, sempre, a imensa imaginação de Karl Lagerfeld", disse Bernard Arnault, do grupo LVMH, detentor de várias marcas de moda (incluindo a Fendi).

"A sua capacidade de conceber novas tendências a cada estação, a energia inesgotável, o virtuosismo dos seus desenhos, a independência que defendia ferozmente, a cultura enciclopédica que tinha e a sua eloquência única – tudo isso o tornam inesquecível", rematou o empresário, num elogio que parece reunir, numa só frase, todas as qualidades de Karl Lagerfeld.

A nível pessoal, não havia pessoa mais discreta. A sua única relação conhecida aconteceu com o socialite Jacques de Bascher (1951–1989) e durou mais de dez anos, até à morte deste por complicações derivadas da Sida. Em 2001, o estilista foi notícia internacional por ter conseguido perder 42 quilos em 13 meses.

Quando lhe perguntaram porque o tinha feito, respondeu: "Porque queria usar outro tipo de roupa. O tipo de roupa desenhado por Hedi Slimane e que é feita para rapazes muito esguios", explicou.

É também conhecida a sua grande paixão por Choupette, o gato birmanês com quem chegou a dizer que se casaria... se isso fosse legal.

A última vez que apareceu em público
Foi a última aparição pública do famoso criador de moda: um Karl Lagerfeld algo abatido apareceu no Metropolitan Museum of Art, em Nova Iorque, no dia 4 de dezembro de 2018, acompanhado por Virginie Viard, da casa Chanel, e pelo afilhado, Hudson Kroenig, que é, com apenas 11 anos, uma jovem estrela em ascensão nas passerelles (com passagens pelo cinema).
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