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Laboratório que maltratava animais autorizado a permanecer aberto

Instalações situam-se em Hamburgo, na Alemanha.
Correio da Manhã 26 de Agosto de 2020 às 12:48
Macacos a gritar de dor e cães ensanguentados: as imagens perturbadoras de um laboratório de testes na Europa
Macacos a gritar de dor e cães ensanguentados: as imagens perturbadoras de um laboratório de testes na Europa
Macacos a gritar de dor e cães ensanguentados: as imagens perturbadoras de um laboratório de testes na Europa
Macacos a gritar de dor e cães ensanguentados: as imagens perturbadoras de um laboratório de testes na Europa
Macacos a gritar de dor e cães ensanguentados: as imagens perturbadoras de um laboratório de testes na Europa
Macacos a gritar de dor e cães ensanguentados: as imagens perturbadoras de um laboratório de testes na Europa

Um laboratório que maltratava animais a quem faziam testes em Hamburgo, na Alemanha, foi autorizado a permanecer aberto. Em outubro de 2019, foram divulgadas imagens, gravadas secretamente, que denunciavam que macacos, gatos, cães e coelhos eram torturados diariamente.

As imagens geraram uma onda de indignação mundial, com vários grupos que se dedicam à defesa dos direitos dos animais a lutar pelo fecho do laboratório, e foi aberta uma investigação nesse mesmo mês. Na sequência dessa investigação, foi dado um período de duas semanas ao laboratório para entregar todos os animais a terceiros. Uma petição para fechar o laboratório tem 1.218.129 assinaturas.

Segundo a Cruelty Free International (CFI), grupo de proteção e defesa de animais que faz campanhas pela abolição de todas as experiências com animais, 49 gatos e 80 cães foram resgatados e transferidos para organizações de bem-estar ou dados para adoção. 

Uma das imagens mais impressionantes mostra um grupo de macacos acorrentados à parede com uma braçadeira de metal no pescoço, que gritavam em agonia durante a realização dos testes. Outras mostravam cães e gatos a sangrar e a morrer aos poucos após serem submetidos a testes de toxicidade. Além disso, o mesmo laboratório envenenava animais vulneráveis para ver que quantidade da substância química é que os seus organismos aguentavam antes de sofrerem consequências graves.

A CFI denunciou que os testes eram realizados para empresas de todo o mundo.

O tribunal de Hamburgo autorizou, a meio de julho, o laboratório a retomar operações mas o laboratório não o fez de imediato. Pode agora fazê-lo, sob algumas condições. O laboratório terá um novo diretor administrativo, um novo oficial de bem-estar animal e um novo pesquisador animal, segundo as autoridades.

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