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Líbia aprova primeiro orçamento do Estado unificado em 13 anos

Acordo foi assinado por Issa Al-Arebi, em representação da Câmara dos Representantes, com sede em Benghazi, e Abdeljalil Al-Chawish, em representação do Alto Conselho de Estado, localizado na capital.

11 de abril de 2026 às 15:15

Os órgãos legislativos rivais do Este e Oeste da Líbia assinaram um acordo, sob égide dos Estados Unidos, para unificar as despesas públicas à escala nacional, o que acontece desde 2013, anunciou o banco central.

"Este passo reflete um progresso real no sentido da unificação da política orçamental e do reforço da gestão responsável das despesas públicas", afirmou o banco, citado pela agência France-Presse (AFP), acrescentando que o acordo constitui "o primeiro consenso sobre as despesas unificadas em toda a Líbia em mais de 13 anos".

Desde a queda e morte de Muammar Kadhafi, em 2011, a Líbia tem lutado para recuperar a estabilidade, mas dois governos rivais disputam o poder: o governo de Abdelhamid Dbeibah em Trípoli e outro em Benghazi (leste), controlado pelo marechal de campo Khalifa Haftar e pelos seus filhos.

O acordo foi assinado por Issa Al-Arebi, em representação da Câmara dos Representantes, com sede em Benghazi, e Abdeljalil Al-Chawish, em representação do Alto Conselho de Estado, localizado na capital.

Apesar das receitas petrolíferas de 22 mil milhões de dólares (cerca de 18,7 mil milhões de euros) no ano passado, um aumento de mais de 15% em relação ao ano anterior, a Líbia enfrenta um défice cambial de 9 mil milhões de dólares (7,7 mil milhões de euros), segundo o banco central.

Em janeiro, o banco central desvalorizou o dinar em quase 15% pela segunda vez em menos de um ano, citando, em particular, a falta de um orçamento unificado.

O banco central afirmou que este novo acordo irá reforçar a estabilidade financeira do país rico em petróleo, elogiando o "papel positivo dos Estados Unidos no apoio aos esforços de mediação" entre as duas partes.

A Líbia detém as maiores reservas de petróleo de África, estimadas em aproximadamente 48,4 mil milhões de barris, e produz atualmente cerca de 1,5 milhões de barris por dia, procurando aumentar a produção para 2 milhões.

Dbeibah agradeceu ao conselheiro de Donald Trump para assuntos árabes e africanos, Massad Boulos, pelo seu "apoio aos esforços de mediação que levaram a este acordo".

"Este é um passo promissor, mas o verdadeiro teste continua a ser o compromisso sério de todas as partes para garantir que se traduz em resultados concretos para os cidadãos no seu dia a dia", disse em comunicado.

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