Os conflitos na Ucrânia e no Médio Oriente estão a suscitar polémica e a dificultar a definição da Declaração Final da cimeira.
Líderes das maiores economias do mundo reunem-se estas segunda e terça-feiras no Rio de Janeiro numa nova Cimeira do G20, a primeira sob presidência do Brasil. Na vasta agenda dos dois dias de encontros ao mais alto nível, que foram antecedidos de semanas de reuniões preparatórias e de discussão a nível de ministros e assessores, estão o combate à fome, o enfrentamento às mudanças climáticas e a remodelação das instituições de governação global, principalmente a ONU, Organização das Nações Unidas.
Proposta pelo Brasil, a Aliança Global contra a Fome e a Pobreza é um dos temas mais importantes a serem discutidos, e tem metas ambiciosas. Entre elas, fazer chegar a mais 500 milhões de pessoas programas de transferência de renda que lhes permita uma subsistência mínima, ampliar a alimentação nas escolas para mais 150 milhões de crianças e adolescentes, e fazer chegar cuidados de saúde a mais 200 milhões de mulheres e crianças em todo o mundo.
Até à passada sexta-feira, 37 países já tinham declarado apoio a essa proposta brasileira contra a fome, mas outra proposta do Brasil, a tributação de grandes fortunas para custear o combate à fome e o combate às mudanças climáticas, não gerou tanta simpatia. A Argentina, governada pelo radical de direita Javier Milei, já avisou que vetará essa taxação dos mais ricos, da mesma forma que se oporá firmemente a qualquer acordo sobre a igualdade de género, outro tema em discussão, e a forma de enfrentar as mudanças climáticas também promete ter debates ardorosos, pois nem todos as levam a sério e os que as levam não se acertam sobre quem deve pagar os custos desse enfrentamento.
Os conflitos na Ucrânia e no Médio Oriente também estão a suscitar polémica e a dificultar a definição da Declaração Final da cimeira, preparada ao longo das últimas semanas pelas delegações dos 20 países do bloco, mas que até ao último momento, amanhã, poderá sofrer modificações. Esta Cimeira do G20 no Rio de Janeiro também é considerada a última dos próximos tempos com um mínimo de harmonia e união entre os países participantes, pois a eleição de Donald Trump nos EUA, a agressividade já demonstrada por Javier Milei em relação a vários temas e os avanços da direita e da extrema-direita em outros pontos do planeta prometem fortes embates a partir já da próxima cimeira, que deve ser realizada na África do Sul.
Dos 20 países que são membros efectivos do G20, só um, a Rússia, não enviou ao Rio de Janeiro o seu líder máximo, Vladimir Putin, que tem contra ele um mandado internacional de captura emitido pelo TPI, Tribunal Penal Internacional, por ter ordenado a invasão à Ucrânia, e preferiu não arriscar, mesmo Lula da Silva garantindo que não permitiria que ele fosse preso no Brasil. Mas outros dos mais importantes líderes mundiais estarão presentes, como Joe Biden, dos EUA, de saída do cargo, Xi Jiping, da China, e Emmanuel Macrón, da França, entre outros, e além dos países com assento efectivo no G20 outros 60 foram convidados e enviaram representantes e participarão em alguns dos eventos como observadores.
Para garantir a segurança e a normalidade de um evento tão grandioso e com tantos líderes mundiais, o Rio de Janeiro montou um gigantesco esquema de segurança que, ao todo, reune mais de 26 polícias de corporações municipais, estaduais e federais, além de militares das Forças Armadas. Hoje e amanhã será feriado extraordinário na cidade, para reduzir o número de pessoas e de veículos nas ruas, o Aeroporto Santos Dumont, no centro da cidade, foi fechado para tráfego normal e servirá somente para aterragem e descolagem das delegações, e diversas vias da cidade foram interditadas e servirão exclusivamente para a circulação das delegações dos países.
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