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Lula da Silva falta à cerimónia de assinatura do acordo UE-Mercosul

Presidente brasileiro será o único presidente dos países sul-americanos membros do Mercosul a não estar presente.

17 de janeiro de 2026 às 13:22

Numa atitude nada diplomática e que irritou bastante chefes de Estado de outros países da América do Sul, o presidente do Brasil, Lula da Silva, decidiu não ir à cerimónia de assinatura do acordo entre a União Europeia e o Mercosul, o maior acordo de livre comércio já feito no mundo. O acordo será assinado este sábado em Assunção, capital do Paraguai, e Lula será o único presidente dos países sul-americanos membros do Mercosul a não estar presente.

Oficialmente, de acordo com o Itamaraty, Ministério dos Negócios Estrangeiros do Brasil, a assinatura do acordo é um acto meramente protocolar, formal, sem importância que justifique a presença de chefes de Estado, por isso o governo brasileiro enviou como seu representante o Ministro dos Negócios Estrangeiros, Mauro Vieira. Mas assessores do presidente brasileiro que falaram a jornalistas sob condição de anonimato afirmaram que Lula não vai à cerimónia para não ter de dividir o palco e os holofotes com governantes de países vizinhos de quem não gosta, e para não ter de dividir com eles os louros pela assinatura do acordo, após 26 anos de tensas negociações que envolveram muitos governos sul-americanos e europeus.

Lula não quer aparecer lado a lado principalmente com o presidente da Argentina, Javier Milei, um expoente da direita na América Latina, nem com o presidente do Paraguai, onde o acordo será assinado, Santiago Peña. Dias atrás, quando foi inaugurada uma nova ponte entre o Brasil e o Paraguai, Lula, cada vez mais radical, recusou participar na cerimónia de inauguração ao lado de Peña, e, numa situação embaraçosa e caricata, cada um dos presidentes inaugurou o seu lado da ponte, em locais e dias diferentes.

Totalmente obcecado pelo seu projecto de reeleição nas eleições de Outubro, Lula quer mostrar força internamente, mesmo que isso acarrete mal estar com os países vizinhos, e quer aparecer sozinho como o grande articulador do acordo. Por isso, numa outra iniciativa que caiu muito mal entre os governantes das nações vizinhas, Lula realizou esta sexta-feira, um dia antes da assinatura oficial, cerimónias no Rio de Janeiro comemorativas do acordo, com a presença de Ursula Von Derlein e de António Costa mas sem convidar os governantes dos países vizinhos, para usar a imagem na campanha eleitoral surgindo como o grande vitorioso.

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