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MICRONOVELA

Pandora O poder não se mostra. Usa-se.

Lula manda dizer da prisão que continua "candidatíssimo" às presidenciais de outubro

Antigo presidente brasileiro não está disposto a abrir mão da sua candidatura.

08 de maio de 2018 às 16:10

Apesar de ter sido condenado a 12 anos e um mês por corrupção e de estar preso desde 7 de Abril para cumprir a pena e ter, muito provavelmente, ficado inelegível por causa da condenação, o antigo presidente brasileiro Lula da Silva parece não estar disposto a abrir mão da sua candidatura às presidenciais de Outubro, cujas sondagens lidera.Através de um amigo, o teólogo Leonardo Boff, que conseguiu uma inesperada autorização para o visitar esta segunda-feira na cadeia, Lula mandou dizer que está mais animado do que nunca para disputar a eleição.

Boff declarou a jornalistas à saída da prisão que Lula lhe pediu que transmitisse a todos que continua "candidatíssimo". Segundo o teólogo, que conseguiu visitar Lula a pretexto de lhe dar "assistência espiritual", o antigo chefe de Estado disse-lhe que só desistiria de disputar as próximas presidenciais se o juiz Sérgio Moro, que o condenou, fosse à cela mostrar-lhe uma prova, uma só que fosse, de que ele é culpado dos crimes em que o magistrado fundamentou a sentença.

Ainda de acordo com Leonardo Boff, um dos expoentes da polémica corrente da Igreja Católica conhecida como Teoria da Libertação, muito próxima aos sectores mais à esquerda, Lula diz que quer voltar à presidência para "radicalizar a cidadania" e "orientar a economia e a política para os mais pobres" do Brasil.O teólogo confirmou informações dos advogados do antigo governante de que ele está bem de saúde e sereno, apesar de inconformado com a condenação, que considera injusta.

Antes de terminar a conferência de imprensa que concedeu após visitar o amigo na cela da sede da Polícia Federal em Curitiba, sul do Brasil, Boff revelou que Lula quer aprofundar a sua espiritualidade. Não no sentido estricto da religiosidade, mas para "tentar entender a razão de estar preso", explicitou o teólogo.

Leonardo Boff já tinha tentado visitar Lula da Silva em 19 de Abril, nessa altura na qualidade de amigo, mas, tal como dezenas de políticos brasileiros e personalidades internacionais, foi impedido pela justiça, que apenas permitia visitas de familiares próximos.Desta feita, porém, Boff apresentou-se como "conselheiro espiritual e, dessa forma, conseguiu a inesperada e tão cobiçada autorização para entrar na cela do ex-presidente, exactamente no dia em que Lula completou um mês preso.

A aparente determinação e esperança de Lula em disputar as presidenciais de Outubro, mesmo perante a condenação e o afastamento dos palcos políticos por estar preso e quase isolado domundo, reforçam o discurso público do Partido dos Trabalhadores.O PT, principalmente através da sua presidente, Gleisi Hoffmann, que parece acreditar numa reviravolta judicial e na libertação do antigo presidente, tem reafirmado à exaustão que Lula é e será até ao fim o candidato do partido à presidência, e todas as sugestões para se indicar ou apoiar um outro candidato têm sido vivamente rejeitadas. 

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