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Pandora O poder não se mostra. Usa-se.

Lula recua após forte reacção dos EUA e condena "violação territorial" da Ucrânia

O presidente acusou a Ucrânia de ser tão responsável quanto a Rússia pela invasão que sofreu e acusou os EUA e a União Europeia de serem os incentivadores da guerra.

19 de abril de 2023 às 15:58

A forte reação do governo dos EUA e aliados às declarações de Lula da Silva simpáticas à Rússia fez o presidente brasileiro voltar atrás e adotar um tom mais moderado em relação à invasão russa ao território da Ucrânia. O novo tom foi manifestado por Lula durante uma recepção em Brasília ao presidente da Roménia, Klaus Werner Iohannis.

Lula afirmou que o governo brasileiro condena a "violação territorial" à Ucrânia, sem citar diretamente a Rússia, e defendeu uma "solução negociada e pacífica" para a guerra que se seguiu à invasão russa. Depois repetiu a proposta que tem feito quase diariamente, até agora sem grande sucesso, para a criação de um grupo de países não envolvidos diretamente no conflito para apresentarem propostas para o fim da guerra e que seria chefiado por ele.

O recuo tático de Lula ocorreu um dia após os EUA o terem classificado como "problemático" e chegado a dizer que o veterano governante se comporta como um papagaio, que repete as narrativas da Rússia. Durante a sua viagem à China e aos Emirados Árabes Unidos, na semana passada, o presidente brasileiro mostrou-se bem mais radical do que tinha prometido ser durante a campanha presidencial, acusou a Ucrânia de ser tão responsável quanto a Rússia pela invasão armada que sofreu, e acusou os EUA e a União Europeia de serem os incentivadores da guerra.

Como se não bastasse, Lula recebeu segunda-feira, num clima de cordialidade, em Brasília, o ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Serguei Lavrov, que após vários encontros com autoridades brasileiras afirmou que Rússia e Brasil têm "a mesma visão" sobre o conflito na Ucrânia. A Casa Branca, sede do governo norte-americano, emitiu um comunicado dizendo que o posicionamento e o tom de Lula em relação à invasão à Ucrânia não tem nada de neutro, como o brasileiro afirma, e o presidente Joe Biden mandou o seu conselheiro de Segurança, Jack Sullivan, telefonar para Brasília, onde falou com o assessor especial da presidência brasileira para assuntos internacionais, Celso Amorim. 

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