"Achei que merecias uma última fotografia dela", escreveu a mulher na mensagem enviada ao pai da criança.
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Cody-Anne Jackson, de 20 anos, é acusada de ter matado Macey, a filha de dois anos, no seguimento do fim do relacionamento que mantinha com Paul Hogan.
Antes de matar a filha, a mulher enviou várias mensagens ao ex-namorado e uma delas foi uma fotografia da criança, com a legenda "achei que merecias uma última fotografia dela".
Depois de terminarem a relação, Paul Hogan, pai da menina, saiu de casa. Uma semana depois da mudança, a mãe da criança começou a enviar mensagens ameaçadoras, onde se mostrava bastante vulnerável e frustrada.
Mas o pior estava ainda por vir. Depois de enviar várias mensagens ao ex-namorado, Jackson decidiu enviar uma fotografia de Macey, filha de ambos, com uma mensagem a acompanhar, onde dizia: "Achei que merecias uma última fotografia dela".
Depois disto, a mulher foi encontrada com feridas superficiais e com uma carta, onde se pode ler: "Eu não quero deixá-la para trás, mas também não posso continuar. Já não há nada para mim ou para a Macey". Ao lado, a polícia encontrou a criança, já morta.
O Tribunal da Coroa de Stafford foi informado de que a mãe era "socialmente isolada" e que sufocou a pequena Macey, antes da tentativa falhada de pôr termo à vida.
No entanto, a jovem de 20 anos tem outra versão da história. Na versão que contou ao júri, afirmou que a pequena Macey havia parado de respirar durante o sono, e que se tentou matar depois de descobrir a filha já sem vida.
O advogado de acusação Jonas Hankin disse que o relacionamento alcançou "um ponto de inflexão" e que era "óbvio que Cody se sentia irritada e extremamente frustrada com Paul".
"Quando Cody enviou a mensagem, sabia que qualquer perspectiva de reconciliação já não era possível", adianta ainda.
"Quando o relacionamento acabou, ela foi forçada a enfrentar a realidade de estar sozinha. Ela passou o resto do dia em casa com a Macey", conclui Hankin.
Foi sabido, através do júri, que Jackson passou toda a noite ao lado da sua filha e só na manhã seguinte marcou o 911 (equivalente ao 112) para informar que a sua filha já não estava a respirar.
"Esta criança sofreu danos cerebrais causados pela interrupção do fornecimento de sangue oxigenado ao cérebro. Algo interferiu com a sua capacidade de respirar", informou Jonas Hankin, promotor.
Na sua declaração de defesa, Jackson diz que colocou Macey na cama às 18h30 e foi deitar-se.
Ela afirmou que Macey acordou, pegou nela, e voltou a colocá-la na cama. Quando acordou, apercebeu-se que a sua almofada estava por cima do rosto da criança e que o seu corpo estava frio.
Ao aperceber-se de que não poderia fazer nada, Jackson diz que decidiu não ligar para os serviços de emergência, preferindo deitar-se ao lado da filha.
Mais tarde, desceu as escadas e agarrou em duas facas de cozinha, levou-as para o quarto e cortou-se várias vezes, desferindo golpes no rosto e nos braços.
Quando a polícia entrou no quarto, Cody estava sentada de pernas cruzadas com a criança de dois anos à sua frente. A polícia encontrou as facas no quarto e uma carta dirigida ao tio da jovem, Craig Jackson.
A carta dizia: "Estou sentada e penso em matar a minha própria filha e depois matar-me a mim. Eu não quero deixá-la para trás, mas também não posso continuar. Não há nada para mim ou para a Macey".
Jackson, de Fenton, Inglaterra, nega a acusação de homicídio. O julgamento final está para breve.
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