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Correio da Manhã

Mundo

Maioria das vítimas tinha origem latina

Massacre aconteceu em discoteca em Orlando, Estados Unidos.
Isabel Faria 14 de Junho de 2016 às 01:45
Vítima filmou início do tiroteio através do Snapchat.
Foi ao som de música latina que morreu a maioria das vítimas do massacre de domingo em Orlando, quando o ataque de um atirador solitário tirou a vida a 49 pessoas e feriu pelo menos 53. A maioria das vítimas tinha origem latino-americana e foi precisamente esse laço que as levou ao Pulse Club, na noite de sábado para domingo, quando a discoteca, muito frequentada pela comunidade homossexual, celebrava uma festa ‘caliente’.

Muitos dançavam no momento em que Omar Matteen, um homem de 29 anos que jurou fidelidade ao Daesh e tinha ódio aos gays, irrompeu aos tiros no interior da discoteca. Era o caso de Eric Ortiz-Rivera, de 36 anos, que segundo o primo "tinha muito talento artístico e dançava qualquer tipo de música". Vivia no centro de Orlando com o marido e tinha dois empregos para sustentar a família.

Também na pista de dança morreu Edward Sotomayor Jr., de 34 anos, funcionário de uma empresa especializada em férias para a comunidade gay. "Era um cidadão do mundo, franco e justo", declarou um amigo. Durante a segunda-feira, familiares e amigos juntaram-se nos muitos centros de apoio montados pela cidade. Rosalie Ramos não continha as lágrimas ao lembrar como foi acordada por um telefonema a dar conta de que o filho, Stanley Almodovar, técnico de farmácia, de 23 anos, morreu na discoteca. "Era meigo e atrevido", descreveu a amiga, Ivelisse Santiago.

Também a escritora J.K. Rowling, autora de ‘Harry Potter’, prestou homenagem a uma das vítimas do massacre. Luis S. Vielma, de 22 anos, vivia em Orlando e trabalhava no parque temático. Estava na discoteca com Mercedez Flores, de 25 anos, e Amanda Alvear, de 26. Foi esta estudante de enfermagem na Universidade do Sul da Florida a autora de um vídeo divulgado através do Snapchat que termina abruptamente com o som de tiros. O irmão, Brian Alvear, contou que Amanda ainda teve tempo para enviar uma mensagem: "Estamos refugiados na casa de banho". "Foi a última notícia que tive dela".

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