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Mais uma jogadora iraniana de futebol deixa a Austrália, informa Governo

Tony Burke informou que duas jogadoras e um elemento da equipa técnica tinham deixado Sydney rumo à Malásia no sábado.

15 de março de 2026 às 21:36

Uma quinta jogadora da seleção feminina de futebol do Irão, que aceitou um visto de refugiada para permanecer na Austrália, acabou de deixar o país, informou este domingo o Governo australiano.

A partida da jogadora, pouco antes da meia-noite de este domingo (hora local), deixa na Austrália já só duas das sete integrantes iniciais da equipa que tinham decidido ficar, segundo o gabinete do ministro do Interior, Tony Burke.

Tony Burke informou que duas jogadoras e um elemento da equipa técnica tinham deixado Sydney rumo à Malásia no sábado.

Uma outra jogadora também já tinha mudado de opinião e tinha partido entretanto. Com a partida de este domingo somam-se cinco elementos da equipa do grupo inicial de sete.

A seleção iraniana chegou à Austrália para o Campeonato Asiático Feminino no mês passado, antes do início da guerra no Médio Oriente, a 28 de fevereiro.

Inicialmente, seis jogadoras e um elemento da equipa técnica, de uma lista de 26 jogadoras, aceitaram vistos humanitários para permanecer na Austrália, antes de a restante comitiva iraniana voar de Sydney para Kuala Lumpur, a 10 de março.

Na Austrália estão agora duas jogadoras e o resto da equipa permanece em Kuala Lumpur desde que deixou a Austrália.

As preocupações com a segurança da equipa no Irão aumentaram quando as jogadoras não cantaram o hino nacional iraniano antes do primeiro jogo. O Governo australiano foi pressionado a ajudar as mulheres por grupos iranianos na Austrália e pelo presidente norte-americano, Donald Trump.

Os Estados Unidos e Israel desencadearam em 28 de fevereiro uma ofensiva aérea contra o Irão, que matou logo no primeiro dia de bombardeamentos o seu líder supremo, Ali Khamenei.

Desde então, a República Islâmica tem respondido através de ataques com mísseis e drones contra Israel e os países vizinhos do Médio Oriente, visando em particular bases militares norte-americanas, mas também outras infraestruturas, sobretudo energéticas.

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