"Nós sabemos que são muito fortes economicamente, estão a liderar África economicamente", afirmou Presidente da República.
O Presidente da República considerou esta quinta-feira que a Nigéria é uma nação "muito forte economicamente" com quem Portugal quer cooperar e disse esperar que "milhares de empresas" portuguesas se sintam "em casa" naquele país.
"Nós sabemos que são muito fortes economicamente, estão a liderar África economicamente", afirmou Marcelo Rebelo de Sousa.
Falando no encerramento do Fórum Económico Portugal-Nigéria, no Centro de Congressos de Lisboa, perante o Presidente da República da Nigéria, Muhammadu Buhari, o chefe de Estado português disse que os nigerianos "sabem que têm de diversificar" a sua economia e indicou que os portugueses podem ajudar nessa tarefa.
"Somos aparentemente um país pequeno mas Portugal tem imensa experiência dentro da União Europeia, dos países de língua oficial portuguesa e nas Nações Unidas", realçou, defendendo que Portugal iniciou "primeiro a transição energética, antes de muitos dos líderes económicos europeus" e também a transição digital, dando como exemplo a realização em Lisboa da cimeira tecnológica Web Summit.
Marcelo Rebelo de Sousa apontou que Portugal quer cooperar com a Nigéria "em tantos setores", entre os quais "agricultura, cuidados de saúde, ciência, o mar" e tem "empresas com experiência, centros de excelência para o fazer, que o podem fazer".
E salientou a "reputação das empresas portugueses e a alta qualidade do trabalho", além do "conhecimento único de África".
"Conhecemos áfrica como muito poucos e amamos África", indicou, referindo que "pouco a pouco as nossas empresas vão descobrindo a Nigéria e ficam fascinadas pelo país".
Marcelo Rebelo de Sousa considerou igualmente a presença do Presidente da República da Nigéria, Muhammadu Buhari, em Portugal "um momento histórico", uma vez que é "a primeira vez que um presidente nigeriano vem numa visita de Estado a Portugal".
E considerou que "esta visita não é apenas uma formalização da união que existe entre os dois países, é mais do que isso, é um novo começo em todos os setores, um novo começo a pensar no futuro".
"Sei que se sentem em casa, alguns ministros já me disseram, nós queremos ser mais a sentirem-se em casa na Nigéria, não apenas umas quantas empresas, não apenas 10, 20, 100 empresas, queremos que milhares de empresas se sintam em casa na Nigéria", declarou o Presidente da República, apontando que esse será "o legado desta visita de Estado".
Dirigindo-se ao seu homólogo, Marcelo Rebelo de Sousa disse que os dois são "novos o suficiente para o ver" e indicou que irá à Nigéria "mais tarde" para os dois verem com os seus "próprios olhos o que resultou desta visita".
Referindo também o fornecimento de gás, Marcelo Rebelo de Sousa indicou que os nigerianos "nunca falharam" e estão "sempre à procura de novas soluções para o futuro", podendo ser "uma espécie de garantia para Portugal e para a Europa".
No final, os jornalistas tentaram abordar o Presidente da República sobre o caso em torno do novo aeroporto da região de Lisboa e que envolve o ministro das Infraestruturas, mas Marcelo Rebelo de Sousa não quis comentar naquele momento.
No Fórum Económico Portugal-Nigéria foram assinados dois memorandos de entendimento entre associações empresariais dos dois países.
Também intervindo no encerramento da iniciativa, o ministro da Economia e do Mar, António Costa Silva, indicou que Portugal está "a trabalhar com a Nigéria através de várias organizações multilaterais" e congratulou-se com a possibilidade de desenvolvimento das relações económicas bilaterais.
"Eu acho que esta relação se tem desenvolvido, há muito espaço para aumentarem as trocas bilaterais", defendeu.
Apontando que a Nigéria "tem sido um fornecedor de confiança" de gás natural liquefeito, o ministro considerou que aquele país pode "ser uma das soluções" para contornar os problemas causados pelo conflito na Ucrânia.
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