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Marido de deputada no Reino Unido detido por suspeitas de espionagem para a China

Além de David Taylor, foram também detidos um homem de 68 anos e outro de 43 anos, ambos no País de Gales.

04 de março de 2026 às 20:19

O marido de uma deputada trabalhista em funções integra o grupo de três homens detidos no Reino Unido por suspeitas de espionagem a favor da China, no âmbito de uma investigação relacionada com a segurança nacional e alegada interferência estrangeira na democracia britânica.

David Taylor, marido de Joani Reid, deputada do partido trabalhista, foi detido por agentes da polícia antiterrorista em Londres sob suspeita de auxiliar um serviço de informações estrangeiro. A detenção insere-se numa investigação mais ampla sobre eventuais crimes de segurança nacional ligados à China.

De acordo com o The Guardian, além de David Taylor, foram também detidos um homem de 68 anos e outro de 43 anos, ambos no País de Gales. As autoridades não divulgaram oficialmente as identidades dos dois suspeitos, mas é entendido que terão desempenhado funções como assessores ligados ao partido trabalhista. Os três permanecem sob custódia.

Após a detenção do marido, Joani Reid afirmou nunca ter tido motivos para suspeitar de qualquer ilegalidade. A deputada, que integra a comissão parlamentar dos assuntos internos, sublinhou que não participa nas atividades profissionais do marido e que nem ela nem os filhos fazem parte da investigação.

Joani Reid declarou ainda que nunca visitou a China, não interveio na Câmara dos Comuns sobre matérias relacionadas com aquele país, nem colocou questões parlamentares sobre o tema. Acrescentou que, tanto quanto é do seu conhecimento, nunca se reuniu com empresas chinesas, diplomatas ou representantes governamentais chineses, nem intercedeu junto de ministros em defesa de interesses chineses.

As detenções surgem seis meses após o Ministério Público britânico ter arquivado acusações de espionagem a favor da China contra dois homens com ligações parlamentares, cujo julgamento acabou por colapsar devido a insuficiência de prova considerada admissível.

Entretanto, o primeiro-ministro, Keir Starmer, tem enfrentado críticas pela sua decisão de visitar a China e procurar melhorar as relações bilaterais, apesar das preocupações expressas por membros do governo e pelos serviços de segurança relativamente à ameaça de espionagem chinesa. O governo foi também criticado por autorizar o avanço de um projeto para uma “mega-embaixada” chinesa nas proximidades de Londres, assegurando que as preocupações de segurança tinham sido devidamente acauteladas.

No Parlamento, o deputado conservador Greg Stafford levantou a questão das detenções, referindo que a deputada em causa integra uma comissão parlamentar que pode ter acesso a informação sensível, eventualmente classificada, e que poderá visitar instalações de defesa no Reino Unido.

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