Maternidade filma pais a descobrirem que filhos bebés estão mortos

Hospital diz que gravações são para documentário sobre nados-mortos.
29.11.17

O Rosie Maternity Hospital, em Cambridge, Inglaterra, está a ser acusado de filmar secretamente os pais a descobrirem que os filhos são nados-mortos e que não vão chegar a nascer, tendo morrido dentro da barriga da mãe.

Esta semana, as obstetras e as parteiras da maternidade ficaram preocupadas com o uso de câmaras pequenas que estavam escondidas numa sala escura de exames. O Rosie Maternity Hospital está a ser palco de rodagem de um documentário do Channel 4 da televisão britânica sobre abortos espontâneos e nados-mortos, e cujo objetivo é quebrar o tabu acerca do tema.

Segundo a imprensa britânica, foi alegado que a equipa de médicos e enfermeiros do hospital tinha sido avisada para não dizer aos pais que estavam a ser filmados, durante as últimas semanas. No entanto, o chefe clínico desta unidade, Dr. Brocklesby, defende que existem cartazes afixados no hospital a avisar os casais de que estão a ser filmados, transmitindo de forma adequada a informação.

"Isto é para um documentário sobre nados-mortos. A menos que isto seja falado em público, vai continuar sempre a ser um tabu", afirmou o Dr. Brocklesby. O médico disse que a maioria das mulheres grávidas que sofreram um aborto ou que passaram pela situação de descobrir que o filho está morto no ventre vão consentir fazer parte do filme, desde que seja feita a "abordagem certa".

"O staff não é avisado para dizer aos pacientes que existem câmaras nos quartos, mas se os pais falarem disso, então os trabalhadores irão falar sobre isso, espero eu", contou o chefe desta unidade.

Os cartazes A4 avisam que existem pequenas câmaras brancas na zona da maternidade onde os pais recebem a notícia de que os filhos não vão nascer. As filmagens são excluídas se as pessoas filmadas não consentirem que a equipa do documentário utilize as imagens.

Os pais pediram um pedido de desculpas ao hospital, alegando que "existe uma expectativa de absoluta privacidade" nos quartos do hospital.

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