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Médico alemão condenado a prisão perpétua por matar pelo menos 15 pacientes nos cuidados paliativos

Outros 76 casos estão sob investigação. Homem achou que estava a fazer "o melhor para todos".

09 de julho de 2026 às 12:24

Um médico alemão que trabalhava nos cuidados paliativos foi condenado a prisão perpétua por matar 15 pacientes. O homem identificado como Johannes M. é culpado de ter matado 12 mulheres e três homens, com idades compreendidas entre os 25 e os 94 anos, entre setembro de 2021 e julho de 2024. No entanto, as autoridades acreditam que o número real de vítimas pode ser muito superior, já que há outros 76 casos atualmente sob investigação.

Apesar de se encontrarem em cuidados paliativos, as vítimas não estavam em situação de morte iminente

Segundo a BBC, o médico administrava uma combinação letal de medicamentos sem o consentimento dos pacientes, durante visitas domiciliárias. Depois, para encobrir as provas, ateava fogo aos materiais utilizados.

Em julho de 2024, pouco antes de ser detido, o médico matou dois pacientes num único dia: um homem de 75 anos numa casa no centro de Berlim e, horas depois, uma mulher de 76 que vivia num bairro vizinho. Há relatos de que o médico tentou incendiar a casa da mulher para eliminar provas, mas não conseguiu. 

Durante o julgamento, o médico, que se manteve em silêncio na maior parte do tempo, disse acreditar que estava a fazer "o melhor para todos", poupando os paciente ao "sofrimento e enfermidade", cita a mesma fonte.

Os familiares das vítimas mostraram-se transtornados com o que aconteceu. A mãe da vítima mais jovem, uma mulher de 25 anos que morreu em 2021, afirmou entre lágrimas: "Ela [a filha] nunca disse que já não queria viver".

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