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Médico preso por incentivar menor a ter sexo a partir de aplicação gay

Homem admitiu estar sob efeito de consumo drogas enquanto falava com o rapaz.
24 de Setembro de 2017 às 14:08
Thomas Jenkins
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Thomas Jenkins, de 28 anos, foi preso por enviar fotografias obscenas a um rapaz de 13 anos e incentivá-lo a ter relações sexuais, através da aplicação gay, 'Grindr'. O homem foi preso no local de trabalho, em Wrexham, no norte de País de Gales.

O pedófilo foi descoberto por um agente secreto designado para encontrar pedófilos por via online que se fez passar pelo adolescente com quem Thomas Jenkins meteu conversa.

O caso aconteceu quando o médico tinha acabado o turno noturno e foi para uma festa de carácter sexual com drogas à mistura.

Os relatórios apontam que o profissional de saúde tomou Mephedrone e usou a aplicação de encontro gay, Grindr, no dia do incidente.

Jenkins enviou sete fotografias obscenas a Liam - nome do menino com quem pensava estar a falar - e incentivou o menor a ter relações com ele sem preservativo, referindo que era melhor por ser mais natural.

Depois de uma longa conversa obscena, onde o médico revelou o que queria fazer com ele, Liam disse que tinha de ir lanchar. No dia seguinte, a polícia abordou Dr. Jenkins no local de trabalho, devido à informação que ele forneceu na conversa com o agente infiltrado.

O homem já tinha sido identificado, em abril, por incentivar menores a ter relações sexuais. 

A administração do hospital onde o homem trabalhava não quis prestar declarações. Apenas comentou que Thomas "estragou a vida dele".

"É um bom médico"
O médico foi sujeito a primeiro interrogatório onde confessou que estava sob efeito de drogas quando usou o 'Grind', altura em que pensava estar a falar com um rapaz de 13 anos. Confessou também que, quando saiu do trabalho esteve em contato com drogas, foi para casa e teve relações sexuais com outro homem, depois consumiu mais drogas e foi aí que falou com o menor.

A conversa dos dois durou dois dias e, apesar de não terem estado pessoalmente, os textos do médico expressavam interesse sexual pelo menor.

"Não procuro minimizar a gravidade dos atos de Dr. Jenkins, mas ele não abusou da posição como médico", referiu  Alan Jenkins, advogado do criminoso.

"É um bom médico, nenhum dos seus pacientes tem queixas dele, ele estava num bom caminho e seria justo permitir que ele continuasse nesse caminho", acrescentou.

O médico aguarda agora julgamento para ficar a conhecer quais a sanções aplicadas por incentivo de relações sexuais a um menor.

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