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Correio da Manhã

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Médicos autorizados a desligarem máquinas

Pais queriam levar Charlie aos EUA para terapia experimental.
Marco Fonseca Pereira e Ricardo Ramos 13 de Abril de 2017 às 01:30
Pais do bebé Charlie
Connie Yates
Chris Gard
Chris Grad e Connie Yates
Chris Gard e Connie Yates
Chris Gard e Connie Yates
Pais do bebé Charlie
Connie Yates
Chris Gard
Chris Grad e Connie Yates
Chris Gard e Connie Yates
Chris Gard e Connie Yates
Pais do bebé Charlie
Connie Yates
Chris Gard
Chris Grad e Connie Yates
Chris Gard e Connie Yates
Chris Gard e Connie Yates
Com apenas oito meses de idade, Charlie Gard mal se move devido à Síndrome de Depleção Mitocondrial, uma doença genética rara que afeta apenas 16 pessoas em todo o Mundo e que provoca danos cerebrais e o enfraquecimento progressivo dos músculos.

Os pais, Connie Yates e Chris Gard, queriam levar o filho aos Estados Unidos para uma terapia experimental e já tinham recolhido cerca de 1,4 milhões de euros através de donativos para o tratamento, mas, na terça-feira, o Alto Tribunal de Justiça do Reino Unido autorizou os médicos a desligares as máquinas que mantêm a criança viva, numa decisão que deixou os pais "devastados".

O juiz Nicholas Francis, que visitou o bebé no Great Ormond Street Hospital, em Londres, deu razão aos médicos, que dizem que os danos cerebrais sofridos pelo bebé são "irreversíveis" e que o tratamento experimental, além de não ter qualquer garantia de sucesso, pode causar sofrimento adicional à criança.

O magistrado confessou ter tomado a decisão com "pesar no coração", mas com a "total convicção" de que estava a defender os melhores interesses de Charlie ao permitir que os médicos acabassem com o seu sofrimento.

Os pais já anunciaram que vão recorrer da decisão e o hospital comprometeu-se a não desligar as máquinas até haver uma decisão final.
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