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Médicos dizem que Jair Bolsonaro precisa de ser submetido a nova cirurgia

Bolsonaro apresenta dores fortes contínuas no ombro direito e perda de funcionalidade nesse lado do corpo, com dificuldade até para executar tarefas simples do dia a dia.

04 de abril de 2026 às 15:59

O ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro vai precisar de ser submetido em breve a uma nova cirurgia, a 11. Desde 2018, quando sofreu uma profunda facada na região abdominal durante um acto da campanha para as presidenciais que o levou ao poder em 2019. A informação foi avançada pela equipa médica que o atende em casa, em Brasília, onde cumpre prisão domiciliária de 90 dias, em relatório enviado esta sexta-feira ao juiz Alexandre de Moraes, do STF, Supremo Tribunal Federal.

Desta feita, a cirurgia não será realizada na região abdominal, que enfrenta problemas recorrentes desde a facada, mas ao ombro direito do ex-presidente. Bolsonaro apresenta dores fortes contínuas na região e perda de funcionalidade no lado direito do corpo, com dificuldade até para executar tarefas simples do dia a dia.

A necessidade dessa cirurgia foi constatada pelos médicos no Hospital DF Star, também em Brasília, onde Bolsonaro esteve de 13 a 27 de Março a tratar um quadro grave de broncopneumonia bacteriana bilateral adquirida na prisão da Papudinha, onde cumpria pena. Mas o estado de debilidade do ex-presidente, de 71 anos, não permitiu que se aproveitasse a permanência dele naquele sofisticado hospital particular para se proceder nessa altura à intervenção no ombro.

Em casa, uma mansão num condomínio de alto padrão no Jardim Botânico, bairro nobre da capital federal brasileira, Bolsonaro tem sido submetido tanto a fisioterapia respiratória, para recuperação total dos pulmões após a broncopneumonia, quanto a fisioterapia para reduzir as dores no ombro. Mas esta última, afirmam os médicos, somente reduz a dor no local, não resolve nem atenua o problema.

Por isso a equipa médica e os advogados do ex-presidente solicitaram ao magistrado autorização para a nova cirurgia, em data ainda a definir. Moraes, que em Setembro de 2025 condenou Bolsonaro a 27 anos e 3 meses de cadeia por tentativa de golpe de Estado, autorizou a contragosto a recuperação dele em casa por insistência dos médicos, que relataram risco de vida, mas o facto de ter estipulado um prazo não previsto em lei de somente 90 dias para a prisão domiciliária faz prever que o rigoroso magistrado quer o ex-presidente de volta à prisão no final desse período. 

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