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Profissionais de saúde decidiram adotar uma medida pouco ortodoxa mas que, no momento, lhes pareceu ser a única esperança.
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No desespero em salvarem um doente grave com Covid-19 mas sem terem os equipamentos adequados, médicos de uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da cidade brasileira de Manaus, capital do estado do Amazonas, usaram um saco de plástico para o ajudar a respirar, por não existirem mais ventiladores disponíveis.
O sistema de saúde pública de Manaus, cidade com cerca de dois milhões de habitantes, entrou em colapso absoluto por causa da pandemia de coronavírus, e já não há mais camas em hospitais comuns, muito menos em UTIs, Unidades de Tratamento Intensivo, destinadas a doentes em estado muito grave, faltam ventiladores, médicos, enfermeiros e até túmulos nos cemitérios.
Nas imagens, que estão a ser exibidas em redes sociais, vê-se o paciente, que está em estado grave, inconsciente e com muita dificuldade para respirar, numa sala de uma UPA, uma unidade de saúde de bairro onde os moradores são orientados a procurar o primeiro atendimento. O paciente esperava uma vaga de UTI num hospital maior, mas o tempo foi passando e o caso dele ficou cada vez mais crítico.
Percebendo que o doente não ia conseguir sobreviver por muito mais tempo e sem conseguirem um ventilador para ele, os médicos da unidade decidiram adotar uma medida pouco ortodoxa mas que, no momento, lhes pareceu ser a única esperança. Depois de falarem com a família do homem, que autorizou, os médicos usaram uma simples sacola plástica e improvisaram como se fosse uma câmara de ar, para facilitar a respiração do doente e tentar dar-lhe sobrevida até se conseguir uma cama especializada em outro hospital.
O procedimento, por mais que possa parecer estranho e ser criticado, parece ter dado certo. Horas depois, após o caso ter repercutido na imprensa e as imagens do doente com o saco plástico terem começado a circular nas redes sociais, ele foi transferido finalmente para uma UTI, ainda vivo.
Semana passada, outros vídeos que circularam na Internet mostravam doentes graves de Covid-19 convivendo no mesmo recinto do Hospital João Lúcio com corpos de pessoas que não tinham resistido à doença mas não haviam sido retiradas do local por falta de vagas nas morgues. Depois disso, o governo regional alugou e instalou do lado de fora dos hospitais camiões e contentores frigoríficos para receber vítimas fatais do coronavírus.
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