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Menino que teve braço arrancado por tigre não pode usar prótese

Notícia foi dada aos pais do menino pelos médicos do Hospital Universitário do Oeste do Paraná.

01 de agosto de 2014 às 15:51

Menino perde braço após ataque de tigre em zoo

O menino de 11 anos que na quarta-feira viu o seu braço direito ser arrancado por um tigre, no Jardim Zoológico da cidade brasileira de Cascavel, interior do estado do Paraná, no Brasil, recebeu na quinta-feira uma notícia que piorou ainda mais o seu estado de espírito e o da família. Os médicos informaram que a criança não poderá usar uma prótese que, pelo menos parcialmente, substituísse o membro amputado.

A notícia foi dada aos pais do menino pelos médicos do Hospital Universitário do Oeste do Paraná, também em Cascavel, para onde a criança foi levada após o ataque do felino e onde o braço teve de ser amputado, dado o estado de dilaceração em que ficou. Após análise de uma equipa multidisciplinar de médicos, concluiu-se que, como o braço teve de ser amputado rente ao ombro, não sobrou espaço útil para no futuro ser implantada uma prótese.

O diagnóstico, ainda de acordo com os especialistas, não é definitivo, pois é preciso esperar a cicatrização total do ombro. No entanto, os médicos classificaram como muito pouco provável que, mesmo no futuro, exista a possibilidade de se criar uma forma de encaixar a prótese que facilitará a vida ao menor.

OMISSÃO

Entretanto, a polícia de Cascavel adiantou que vai incriminar o pai do menino, Marcos do Carmo Rocha, pelos crimes de lesão corporal grave não intencional e omissão pelo facto de o pai, de acordo com testemunhas e até filmagens realizadas com telemóvel no momento do incidente, ter incentivado o filho a entrar na área proibida. O Jardim Zoológico de Cascavel também poderá ser responsabilizado, pois apesar de ter instalado uma cerca metálica a separar o público da área imediatamente anterior à das jaulas com os animais, não tinha no local seguranças que impedissem que esse obstáculo fosse ultrapassado.

O menino ultrapassou a cerca metálica e, apesar dos gritos de aviso e do desespero de outros visitantes do jardim zoológico, foi alimentar um dos leões. Depois, sempre incentivado pelo pai, segundo as testemunhas, foi para a jaula do tigre. Para dar um pedaço de frango ao enorme felino, enfiou o braço dentro da jaula, altura em que foi atacado.

Vanilse Oliveira, bióloga do Jardim Zoológico, afirmou que o tigre é dócil, não liga à presença dos visitantes e gosta até de receber afagos do seu tratador. Contudo, de acordo com o que a bióloga e várias testemunhas contaram à polícia, o felino ficou irritado pela atuação do menor, que antes de enfiar o braço dentro da jaula correu de um lado para o outro, provocando stress no animal.

A criança, que vive com a família em São Paulo, tinha ido a Cascavel de férias e foi ao Jardim Zoológico com o pai e o irmão, de três anos. Marcos chegou a ser detido, mas como a mulher estava em São Paulo, a polícia de Cascavel libertou-o para poder ficar ao lado do filho no hospital.

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