page view
Imagem promocional da micronovela
MICRONOVELA

Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

México reitera que irá processar Google caso empresa mantenha Golfo da América nos mapas

Claudia Scheinbaum afirma que a empresa norte-americana "não tem direito a renomear a plataforma continental do México".

17 de fevereiro de 2025 às 18:18

A Presidente do México, Claudia Scheinbaum, reiterou, esta segunda-feira, que irá avançar com uma ação judicial contra a Google caso a empresa norte-americana continue a utilizar o nome Golfo da América nos seus mapas, em vez de Golfo do México.

"A Google não tem direito a renomear a plataforma continental do México. Não tem direito", afirmou a Presidente mexicana na sua conferência de imprensa matinal.

Claudia Scheinbaum tornou pública uma segunda carta enviada pelo seu Governo à Google, na qual é sublinhado que a ordem executiva assinada pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, dizia respeito apenas à parte da plataforma continental sob soberania dos Estados Unidos, e não a todo o Golfo.

"Vamos aguardar a resposta da Google e, caso contrário, iremos agir judicialmente", adiantou Sheinbaum.

A chefe de Estado mostrou ainda uma carta que a empresa norte-americana enviou ao ministro dos Negócios Estrangeiros mexicano, Juan Ramón de la Fuente, a 10 de fevereiro, na qual argumenta que a mudança é consistente com uma atualização do Sistema de Informação de Nomes Geográficos dos EUA (GNIS), na sequência do decreto de Trump.

"Mas isso está errado. Como já disse muitas e muitas vezes, a ordem executiva do Presidente Trump muda o nome para 'Golfo da América' apenas na sua plataforma continental, estamos a falar de 22 milhas náuticas da costa. Não todo o Golfo", frisou a Presidente mexicana no Palácio Nacional.

Na semana passada, os utilizadores da Google nos Estados Unidos partilharam que nos mapas da Google e da Apple, o Golfo do México aparecia como Golfo da América.

Em resposta, a chefe de Estado do México indicou que o Ministério dos Negócios Estrangeiros mexicano havia enviado uma carta à Google para explicar o erro que a empresa havia cometido, mostrando-lhe igualmente os termos que estipulam a ordem assinada por Trump e as normas de Direito Internacional sobre a matéria.

"Temos efetivamente um litígio neste momento com a Google (...). E, se for necessário, interporemos uma ação judicial civil", declarou Sheinbaum na semana passada.

Física de formação, a Presidente nacionalista de esquerda apontou erros à forma como a filial do grupo Alphabet procedeu à mudança de nome, na sequência de uma ordem executiva recente do Presidente dos Estados Unidos.

A empresa, que detém 90% do mercado de pesquisa 'online' manteve, na altura, a sua posição, comentou Sheinbaum.

"Se continuarem a insistir, nós também o faremos (...), estamos até a considerar uma ação judicial", salientou a Presidente mexicana na semana passada.

Sheinbaum frisou ainda que, apesar de se tratar de uma empresa privada, a Google tornou-se uma referência internacional, pela cartografia que produz para todo o planeta.

"O que dizemos à Google é: Releia a ordem executiva emitida pela Casa Branca e assinada pelo Presidente Trump. Verá nesse diploma que ele não se refere a todo o golfo, mas à plataforma continental", acrescentou.

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

o que achou desta notícia?

concordam consigo

Logo CM

Newsletter - Boa Tarde

As suas notícias acompanhadas ao detalhe.

Mais Lidas

Ouça a Correio da Manhã Rádio nas frequências - Lisboa 90.4 // Porto 94.8