Acusação não tem dúvidas de que o ex-presidente recebeu apartamento em troca de favores.
1 / 5
O Ministério Público Federal (MPF) brasileiro pediu na noite desta sexta-feira ao juíz Sérgio Moro a condenação do ex-presidente Lula da Silva por corrupção e branqueamento de capitais e a decretação da prisão do ex-governante na sentença para que ele e outras seis pessoas cumpram as penas em regime fechado. O pedido está nas alegações finais do MPF sobre o processo envolvendo a doação a Lula de um apartamento triplex numa praia de São Paulo como parte de supostas "luvas" que o antigo governante terá recebido da constructora OAS.
De acordo com o Ministério Público Federal, não restam dúvidas de que o triplex, que Lula nega ser dele, foi dado ao antigo governante como parte de pagamento por favores ilícitos que ele terá prestado à constructora, nomeadamente facilitando contratos com a petrolífera Petrobrás. Ainda de acordo com a acusação, também fazem parte desses pagamentos ilegais a Lula o financiamento do transporte e do armazenamento do enorme acervo que o ex-presidente levou do palácio governamental ao deixar o cargo, em Dezembro de 2010.
Agora, a defesa de Lula tem até ao próximo dia 20 para apresentar também as suas alegações finais, e posicionar-se sobre o pedido da acusação de condenação e prisão do antigo chefe de Estado. Depois disso, Moro, que ouviu ao longo do processo dezenas de testemunhas de acusação e de defesa, decretará monocráticamente a sentença, que se espera seja conhecida nos últimos dias deste mês ou no início de Julho.
Além da prisão de Lula e de outras seis pessoas ligadas ao processo, entre elas Leo Pinheiro, dono da OAS, o MPF pede ainda o pagamento pelos arguidos de multas no montante de 24,16 milhões de euros. O processo foi parar às mãos do temido Sérgio Moro, que comanda a operação anti-corrupção Lava Jato na primeira instância da justiça, porque Lula, ao deixar a presidência, passou a ser um cidadão comum, sem direito à prerrogativa de só ser julgado pelo Supremo Tribunal Federal.
Num episódio que provocou grande expectativa e obrigou a medidas rigorosas de segurança em Curitiba, onde Moro despacha, o magistrado ouviu há um mês o depoimento de Lula, que durou cinco horas. Durante as quais a cidade esteve sitiada, de um lado milhares de apoiantes do ex-chefe de Estado e, do outro, milhares de polícias, mas não houve confronto.
Já depois desse tenso depoimento, os advogados de Lula, tentando ganhar tempo e arrastar o processo o mais possível pois o ex-presidente, se for condenado, pode ter frustada a sua intenção de disputar as presidenciais de 2018, cuja corrida hoje lidera, pediram ao magistrado para ouvir novas testemunhas e fazer perícia em diversas provas. Sérgio Moro negou o pedido, por essa fase do processo já ter sido ultrapassada, provocando críticas de cerceamento de defesa por parte dos advogados do ex-presidente, que alegam que a acção é política, tendente a tirar Lula da corrida presidencial.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt
o que achou desta notícia?
concordam consigo
A redação do CM irá fazer uma avaliação e remover o comentário caso não respeite as Regras desta Comunidade.
O seu comentário contem palavras ou expressões que não cumprem as regras definidas para este espaço. Por favor reescreva o seu comentário.
O CM relembra a proibição de comentários de cariz obsceno, ofensivo, difamatório gerador de responsabilidade civil ou de comentários com conteúdo comercial.
O Correio da Manhã incentiva todos os Leitores a interagirem através de comentários às notícias publicadas no seu site, de uma maneira respeitadora com o cumprimento dos princípios legais e constitucionais. Assim são totalmente ilegítimos comentários de cariz ofensivo e indevidos/inadequados. Promovemos o pluralismo, a ética, a independência, a liberdade, a democracia, a coragem, a inquietude e a proximidade.
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza expressamente o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes ou formatos actualmente existentes ou que venham a existir.
O propósito da Política de Comentários do Correio da Manhã é apoiar o leitor, oferecendo uma plataforma de debate, seguindo as seguintes regras:
Recomendações:
- Os comentários não são uma carta. Não devem ser utilizadas cortesias nem agradecimentos;
Sanções:
- Se algum leitor não respeitar as regras referidas anteriormente (pontos 1 a 11), está automaticamente sujeito às seguintes sanções:
- O Correio da Manhã tem o direito de bloquear ou remover a conta de qualquer utilizador, ou qualquer comentário, a seu exclusivo critério, sempre que este viole, de algum modo, as regras previstas na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, a Lei, a Constituição da República Portuguesa, ou que destabilize a comunidade;
- A existência de uma assinatura não justifica nem serve de fundamento para a quebra de alguma regra prevista na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, da Lei ou da Constituição da República Portuguesa, seguindo a sanção referida no ponto anterior;
- O Correio da Manhã reserva-se na disponibilidade de monitorizar ou pré-visualizar os comentários antes de serem publicados.
Se surgir alguma dúvida não hesite a contactar-nos internetgeral@medialivre.pt ou para 210 494 000
O Correio da Manhã oferece nos seus artigos um espaço de comentário, que considera essencial para reflexão, debate e livre veiculação de opiniões e ideias e apela aos Leitores que sigam as regras básicas de uma convivência sã e de respeito pelos outros, promovendo um ambiente de respeito e fair-play.
Só após a atenta leitura das regras abaixo e posterior aceitação expressa será possível efectuar comentários às notícias publicados no Correio da Manhã.
A possibilidade de efetuar comentários neste espaço está limitada a Leitores registados e Leitores assinantes do Correio da Manhã Premium (“Leitor”).
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes disponíveis.
O Leitor permanecerá o proprietário dos conteúdos que submeta ao Correio da Manhã e ao enviar tais conteúdos concede ao Correio da Manhã uma licença, gratuita, irrevogável, transmissível, exclusiva e perpétua para a utilização dos referidos conteúdos, em qualquer suporte ou formato atualmente existente no mercado ou que venha a surgir.
O Leitor obriga-se a garantir que os conteúdos que submete nos espaços de comentários do Correio da Manhã não são obscenos, ofensivos ou geradores de responsabilidade civil ou criminal e não violam o direito de propriedade intelectual de terceiros. O Leitor compromete-se, nomeadamente, a não utilizar os espaços de comentários do Correio da Manhã para: (i) fins comerciais, nomeadamente, difundindo mensagens publicitárias nos comentários ou em outros espaços, fora daqueles especificamente destinados à publicidade contratada nos termos adequados; (ii) difundir conteúdos de ódio, racismo, xenofobia ou discriminação ou que, de um modo geral, incentivem a violência ou a prática de atos ilícitos; (iii) difundir conteúdos que, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, tenham como objetivo, finalidade, resultado, consequência ou intenção, humilhar, denegrir ou atingir o bom-nome e reputação de terceiros.
O Leitor reconhece expressamente que é exclusivamente responsável pelo pagamento de quaisquer coimas, custas, encargos, multas, penalizações, indemnizações ou outros montantes que advenham da publicação dos seus comentários nos espaços de comentários do Correio da Manhã.
O Leitor reconhece que o Correio da Manhã não está obrigado a monitorizar, editar ou pré-visualizar os conteúdos ou comentários que são partilhados pelos Leitores nos seus espaços de comentário. No entanto, a redação do Correio da Manhã, reserva-se o direito de fazer uma pré-avaliação e não publicar comentários que não respeitem as presentes Regras.
Todos os comentários ou conteúdos que venham a ser partilhados pelo Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã constituem a opinião exclusiva e única do seu autor, que só a este vincula e não refletem a opinião ou posição do Correio da Manhã ou de terceiros. O facto de um conteúdo ter sido difundido por um Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã não pressupõe, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, que o Correio da Manhã teve qualquer conhecimento prévio do mesmo e muito menos que concorde, valide ou suporte o seu conteúdo.
ComportamentoO Correio da Manhã pode, em caso de violação das presentes Regras, suspender por tempo determinado, indeterminado ou mesmo proibir permanentemente a possibilidade de comentar, independentemente de ser assinante do Correio da Manhã Premium ou da sua classificação.
O Correio da Manhã reserva-se ao direito de apagar de imediato e sem qualquer aviso ou notificação prévia os comentários dos Leitores que não cumpram estas regras.
O Correio da Manhã ocultará de forma automática todos os comentários uma semana após a publicação dos mesmos.
Para usar esta funcionalidade deverá efetuar login.
Caso não esteja registado no site do Correio da Manhã, efetue o seu registo gratuito.
Escrever um comentário no CM é um convite ao respeito mútuo e à civilidade. Nunca censuramos posições políticas, mas somos inflexiveis com quaisquer agressões. Conheça as
Inicie sessão ou registe-se para comentar.