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Correio da Manhã

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Ministro diz que processo de libertação dos portugueses detidos na Venezuela não terminou

Apesar de considerar o gesto positivo, Augusto Santos Silva considerou ser importante reunir com "todas as partes".
26 de Setembro de 2018 às 18:32
Augusto Santos Silva
Augusto Santos Silva, ministro dos negócios estrangeiros
Augusto Santos Silva, ministro dos Negócios Estrangeiros
Augusto Santos Silva, ministro dos Negócios Estrangeiros
Augusto Santos Silva
Augusto Santos Silva, ministro dos negócios estrangeiros
Augusto Santos Silva, ministro dos Negócios Estrangeiros
Augusto Santos Silva, ministro dos Negócios Estrangeiros
Augusto Santos Silva
Augusto Santos Silva, ministro dos negócios estrangeiros
Augusto Santos Silva, ministro dos Negócios Estrangeiros
Augusto Santos Silva, ministro dos Negócios Estrangeiros
O ministro dos Negócios Estrangeiros considerou esta quarta-feira que a libertação dos sete portugueses que tinham sido detidos na Venezuela "foi um gesto positivo das autoridades venezuelanas", mas realçou que "o processo não terminou".

Em declarações aos jornalistas, à margem da 73.ª sessão da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas, em Nova Iorque, Augusto Santos Silva acrescentou que é importante haver na Venezuela uma reunião com "todas as partes" sobre "as condições em que a pequena e média distribuição portuguesa pode participar na economia venezuelana".

O ministro dos Negócios Estrangeiros, que falava tendo ao seu lado o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, começou por registar o "gesto positivo das autoridades venezuelanas", agradecendo "o empenhamento" com que o seu colega ministro das Relações Exteriores da Venezuela "se interessou por este assunto".

Depois, referiu que "os sete cidadãos que tinham sido detidos foram libertados", mas "têm ainda a obrigação de apresentação periódica às autoridades judiciais venezuelanas".

"A questão permanece, porque, do nosso ponto de vista, eles estão acusados ou suspeitos de não cumprir uma lei cujas condições de cumprimento nós não conseguimos perceber. E, por isso mesmo, é muito importante a outra parte do meu acordo com o ministro venezuelano", acrescentou.

Essa outra parte do acordo consiste em, "aproveitando a próxima visita do secretário de Estado das Comunidades à Venezuela, que será de sexta-feira a oito [dia 05 de outubro], haver uma reunião onde todas as partes - isto é, o Governo português, os empresários portugueses, de um lado, o Governo venezuelano, quer as autoridades diplomáticas, quer as autoridades económicas - possam sentar-se à mesma mesa e discutir as condições em que a pequena e média distribuição portuguesa pode participar na economia venezuelana", descreveu.

Questionado se a libertação dos portugueses e lusodescendentes gerentes de supermercados que tinham sido presos foi uma decisão política, o ministro respondeu: "Não, tanto quanto eu sei, foi uma decisão das autoridades judiciais competentes. A mim cumpre-me apenas registar que houve um gesto positivo".
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