O ex-Presidente da Guiné-Bissau Kumba Yala morreu esta sexta-feira, aos 61 anos. Estava afastado da política desde janeiro.
Morreu, em Bissau, o ex-presidente guineense Kumba Ialá. O emblemático homem do barrete vermelho, que sofria de problemas cardíacos, foi o primeiro chefe de Estado da Guiné-Bissau pertencente à etnia balanta, a maior do país. Tinha 61 anos e estava retirado da política desde janeiro.
Na despedida citou a Bíblia e o Rei Salomão para dizer que "há um tempo para tudo". Ausente das presidenciais do próximo dia 13, declarou apoio ao independente Nuno Nabian.
Ialá candidatou-se a todas as presidenciais desde 1994 e acabou por ser eleito em 2000. Nessa altura liderava o PRS, Partido da Renovação Social, que fundou em 1992 depois de deixar a FDS, que fundara também um ano antes. Até 1989 pertenceu ao PAIGC, partido dominante no país, mas foi expulso quando defendeu a reforma interna.
Deixou o poder em 2003, deposto por um golpe militar, mas candidatou-se de novo em 2005, terminando em terceiro.
Após a morte do presidente Nino Vieira, assassinado em 2009 em mais um golpe de Estado, recandidatou-se mas perdeu na segunda volta para Malam Bacai Sanhá, partindo para o exílio no Senegal e em Marrocos.
Voltou a tentar o poder em 2012, após a morte, por doença, de Sanhá. Perdeu para Carlos Gomes Júnior na primeira volta mas falou de fraude e recusou ir à votação decisiva. As denúncias, repetidas por outros candidatos, levaram a um golpe militar que afastou Gomes Júnior e deu lugar ao período de transição que, espera-se, as eleições de dia 13 poderão encerrar.
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