O bispo emérito de Cabinda, D. Paulino Fernandes Madeca, morreu ontem, aos 80 anos, no Hospital Militar de Luanda, vítima de doença. O vigário-geral D. Ângelo Becciu, Núncio Apostólico em Angola, recorda D. Paulino Madeca como um exemplo de bondade, de grande amor à Igreja e ao seu povo.
“Ele serviu a Igreja de Angola como auxiliar em Luanda e, depois, como primeiro bispo em Cabinda. Amou o seu povo e a diocese. E estamos muito tristes com a sua partida. Fica o exemplo de vontade, de amor à Igreja que ele demonstrou”, afirmou.
D. Paulino Fernandes Madeca nasceu na aldeia de Chingolo, freguesia da Imaculada Conceição, em Cabinda, e ingressou no seminário em 1940, ano em que a Santa Sé assinou a Concordata e o acordo missionário com Portugal. Fez os cursos de Teologia e Filosofia em Luanda, entre 1954 e 1955, tendo sido nomeado bispo auxiliar de Luanda com residência em Cabinda, em 1983. Foi o primeiro bispo da Diocese de Cabinda, criada em 1974, cargo que exerceu até se reformar, em 2006, tendo sido substituído por D. Filomeno Vieira Dias. Os seus restos mortais serão transladados para Cabinda, devendo ser sepultado na sua terra natal. O programa das exéquias fúnebres prevê para hoje a realização de uma missa.
Segundo o frei João Domingos, D. Paulino Madeca “tanto a nível social e moral, lutou pela melhoria das condições de vida do povo de Cabinda e na formação do clero na sua Diocese”. “Foi um bom exemplo de homem que terminou agora a sua carreira. É alguém de quem teremos sempre uma lembrança, porque foi um dos que marcaram também o caminho da igreja nestes últimos anos em Angola”, acrescentou.
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