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Navio cruzeiro com surto de hantavírus não vai atracar nas Canárias. Desembarque será feito por barco

Trabalhadores portuários em Santa Cruz de Tenerife e Granadilla ameaçaram bloquear as atividades portuárias devido à falta de informações

07 de maio de 2026 às 14:18

A ministra da Saúde espanhola, Mónica García, explicou ao presidente das Ilhas Canárias, Fernando Clavijo, esta quinta-feira, que o navio cruzeiro afetado pelo surto de hantavírus não atracará no arquipélago. O navio cruzeiro ficará ancorado ao largo do arquipélago e a retirada dos passageiros será feita por barco ou por um navio-mãe, avançou o El País.

A notícia do periódico espanhol refere ainda que os trabalhadores portuários em Santa Cruz de Tenerife e Granadilla ameaçaram bloquear as atividades portuárias quando o Mv Hondius chegasse à ilha, devido à falta de informações e protocolos claros da Autoridade Portuária. A tutela adiantou ainda, de acordo com a mesma fonte, que o navio permanecerá nas águas das ilhas Canárias "o mínimo necessário". O ministério chefiado por Mónica García acrescenta também que os passageiros serão avaliados a bordo do navio e só desembarcarão para transferência ou repatriação, sempre com equipamento de proteção, através de uma operação sanitária específica e sem contacto com a população.

As autoridades da África do Sul e da Europa estão a tentar localizar os contactos de todos os passageiros que desembarcaram do navio. Na ilha de Santa Helena, segundo os mais recentes dados, terão desembarcado pelo menos 30 pessoas de 12 diferentes nacionalidades. 

Na quarta-feira, foi divulgado que um homem testou positivo o hantavírus na Suíça, depois de aterrar em Santa Helena e regressar a casa de avião, embora as deslocações exatas não sejam claras.

Um britânico foi retirado do navio para a África do Sul a partir da Ilha de Ascensão dias depois, segundo a empresa, enquanto três pessoas, incluindo o médico do navio, foram retiradas quando a embarcação se encontrava ao largo de Cabo Verde e levadas para a Europa para tratamento.

Três passageiros morreram na sequência do surto e outros estão doentes. As autoridades de saúde internacionais afirmam que o risco para o público em geral continua a ser baixo, uma vez que o germe não se propaga facilmente entre humanos.

Entretanto, dois residentes de Singapura já foram notificados e encontram-se isolados. Trata-se de um homem de 67 anos, chegado a 2 de maio, e um outro indivíduo de 65 anos que chegou ontem ao país. Os dois homens estavam no mesmo voo que um caso confirmado de hantavírus, de Santa Helena para Joanesburgo, em 25 de abril, informou a agência governamental de saúde da Singapura, citada pela Sky News

O vírus geralmente propaga-se quando as pessoas inalam resíduos contaminados de fezes de roedores. Os hantavírus existem há séculos e acredita-se que estão presentes em todo o mundo. A doença ganhou renovada atenção no ano passado, após a morte de Betsy Arakawa, mulher do falecido ator norte-americano Gene Hackman, vítima de infeção por hantavírus no Novo México.

Neste momento, o navio está a navegar pelo Atlântico em direção ao largo da ilha de Tenerife, nas Canárias, onde deverá chegar no próximo domingo. Após chegar, as pessoas serão transportadas através de um barco de apoio para seguirem para o Hospital Gómez Ulla, em Madrid. 

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