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Correio da Manhã

Mundo

Navios italianos vão transportar migrantes

Governo fechou as portas aos refugiados mas depois de Espanha aceitar recebê-los prontificou-se a ajudar no transporte.
Francisco J. Gonçalves 13 de Junho de 2018 às 01:30
Trabalhadores humanitários distribuem comida aos migrantes a bordo do ‘Aquarius’
Migrantes salvos no Mediterrâneo foram recusados por Itália e por Malta
Aquarius
Aquarius
Aquarius
Trabalhadores humanitários distribuem comida aos migrantes a bordo do ‘Aquarius’
Migrantes salvos no Mediterrâneo foram recusados por Itália e por Malta
Aquarius
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Trabalhadores humanitários distribuem comida aos migrantes a bordo do ‘Aquarius’
Migrantes salvos no Mediterrâneo foram recusados por Itália e por Malta
Aquarius
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Os 629 migrantes que estão a bordo do navio humanitário ‘Aquarius’ receberam esta terça-feira apoio alimentar e medicamentos levados por navios italianos.

O apoio de Itália passará ainda pelo transporte de grande parte dos migrantes até Espanha, país que se prontificou a acolhê-los depois de Itália e Malta terem recusado fazê-lo. A decisão foi tomada pelo governo italiano depois de o ‘Aquarius’ alertar que não tinha capacidade para transportar em segurança um número tão elevado de pessoas na longa viagem até ao porto de Valência.

Logo pela manhã, os italianos entregaram os víveres no ‘Aquarius’ e pouco depois ficou a saber-se que um navio da Guarda Costeira e um da Marinha de guerra de Itália levarão até Valência a maioria dos migrantes.

O navio humanitário, fretado pelo SOS Mediterranée e pelos Médicos sem Fronteiras, vai levar somente uma centena de pessoas, enquanto os navios italianos transportam os restantes na longa viagem de pelo menos 3 dias até Espanha. "Isso permitirá que o ‘Aquarius’ faça uma travessia com segurança garantida", afirmou Nicola Stalla, coordenador de resgate do SOS Mediterranée.

Recorde-se que a situação dos 629 refugiados se complicou no domingo quando o novo governo italiano – composto pelo populista Movimento 5 Estrelas e pelo partido xenófobo Liga –, ordenou o fecho dos portos italianos aos navios de todas as ONG que salvam migrantes no Mediterrâneo. Matteo Salvini, líder da Liga e ministro do Interior, prometeu acabar "com o negócio do transporte de ilegais" e saudou a oferta de Espanha para receber os migrantes como uma vitória do governo italiano.

O ‘Aquarius’ salvou no sábado 229 migrantes ao largo da Líbia. Os 400 restantes foram entregues por navios militares italianos que fizeram resgates em zonas próximas apoiados por navios mercantes.

PORMENORES
Críticas da França
A França acusou a Itália de não cumprir as obrigações internacionais e o PM italiano, Giuseppe Conte, respondeu: "Não aceitamos lições hipócritas de quem prefere voltar as costas".

Hungria apoia Itália
O PM da Hungria, Viktor Orbán, saudou a Itália por rejeitar os refugiados. Mostra, "por fim", a vontade de proteger as fronteiras marítimas da UE, afirmou.

PP denuncia perigos
O PP considera que a decisão de Espanha de receber os refugiados "envia uma mensagem perigosa" e pode atrair mais ilegais.
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