Nicolas Sarkozy não é actor de cinema nem estrela da música pop, mas é por certo o político mais popular do seu país, estatuto que conseguiu em boa parte graças a uma capacidade invulgar de utilizar a Comunicação Social. Essa mestria deu agora um novo fruto, lançando-lhe ‘no regaço’ uma belíssima representante do mundo mediático. Essa relação é, para uns, a desgraça de Sarkozy, mas outros preferem falar de uma cartada para o ataque à sucessão de Jacques Chirac.
Ministro do Interior de um governo presidido por Dominique de Villepin, a quem ofusca por completo graças ao gosto pela polémica e pelas frases sonantes, Sarkozy, de 50 anos, faz agora as delícias da Imprensa cor-de-rosa, surgindo quase todos os dias em novas fotografias ao lado de Anne Fulda, jornalista de 27 anos do diário ‘Le Figaro’.
O novo romance foi divulgado no passado dia 7, mas antes disso a vida privada do ministro andara já nas bocas do mundo quando, no início do ano, a mulher, Cécilia, foi referida como namorada de Richard Attias, dirigente da empresa de publicidade ‘Publicis’.
Sarkozy negou os rumores, mas em Maio, pressionado pelas especulações constantes, reconheceu a crise conjugal, apressando-se, no entanto, a garantir que o casal estava à beira de solucionar o problema. Em Agosto a reconciliação parecia próxima, mas não. Cécilia, mulher decidida que nunca se esforçou por ocultar o amante, optou pelo divórcio.
Alguns consideram Anne o paliativo para o seu orgulho ferido pela traição e abandono por parte de uma mulher que amava.
Mas Sarkozy era um infiel compulsivo e as suas aventuras eram referidas com frequência. Cécilia sabia de tudo. Resistiu mas não esqueceu, e desde Novembro de 2004 – altura em que terá tido lugar o primeiro encontro amoroso com Attias, na Jordânia – deu início a um processo de separação que deixa Sarkozy sem conselheira de imagem e sem a ‘bússola’ da sua vida. De facto, além de esposa, era secretária do ministro e mantinha a sua vida dentro de limites estreitos, controlando-lhe as noitadas e organizando a agenda política. Depois da sua partida, o político mais amado dos franceses, e das francesas, foi visto várias vezes dando sinais de cansaço. O dedo é apontado às noites loucas com Anne.
Alguns vêem nisso o princípio do fim de Sarkozy, mas o resultado final pode até ser-lhe favorável. Habitualmente respeitadora da vida privada dos políticos, a Imprensa francesa fez de Sarkozy uma excepção, divulgou tudo e desta forma tornou ainda mais excepcional aos olhos do público alguém que tem feito da diferença a sua arma.
O GOSTO DA EXIBIÇÃO E DAS POLÉMICAS
Nicolas Sarkozy adora polémicas. Procura-as e explora-as, obtendo com frequência bons resultados. É por isso acusado de ‘populismo’, mesmo no seio do seu próprio partido, o UMP (União para um Movimento Popular). Quando recentemente Paris foi palco de vários incêndios em prédios ocupados por imigrantes, Sarkozy prometeu expulsar todos quantos ocupam edifícios em condições precárias.
Num só gesto agradou à extrema-direita, falando de “expulsar” os locatários, na maioria imigrantes clandestinos, mas, piscando o olho ao coração da esquerda, fez do gesto preocupação pelo bem-estar dos deserdados. Pouco preocupado com a coerência, defende muitas vezes posições antagónicas.
Em política externa, por exemplo, considera-se ‘atlantista’, mas opôs-se aos EUA no Iraque; crítico do eixo Paris-Berlim, defende o fim dos subsídios para os novos membros da União Europeia (UE) com impostos mais baixos do que os antigos membros. A Sarkozy parece só interessar uma coisa: o resultado, ou, o que é mesma coisa, o sucesso.
SCHROEDER E DORIS
Gerhard Schroeder figura no rol dos políticos que se deixaram encantar por jornalistas. Doris Koepf, jornalista da ‘Focus’, encontrou-se com Schroeder por acaso num hotel de Frankfurt em Janeiro de 1996. Ela entrevistou-o, ele passou a mandar-lhe rosas. Schroeder divorciou da terceira mulher e casou com Doris, 20 anos mais nova.
SÓCRATES E FERNANDA
O primeiro-ministro José Sócrates não é casado, mas mantém desde há quatro anos uma relação com Fernanda Câncio, jornalista do ‘Diário de Notícias’. Vivem separados, mas encontram-se com frequência em casa um do outro. Apesar de vários arrufos e ameaças de separação, o amor tem prevalecido.
FELIPE E LETIZIA
O herdeiro da Casa de Borbón era conhecido pelos seus ‘affaires’. O príncipe sedutor rendeu-se à beleza de Letizia Ortiz, jornalista da TV, quando a conheceu na Galiza, aquando do naufrágio do ‘Prestige’. Seguiram-se encontros secretos. Nem o facto de ser divorciada fez recuar o príncipe das Astúrias.
SEARA E JUDITE
Fernando Seara, reeleito este fim-de-semana presidente da Câmara de Sintra, namorou vários anos Judite de Sousa, jornalista da RTP. A relação foi oficializada no início de 2003, numa boda mediática à qual compareceu o então primeiro-ministro Durão Barroso e a esposa, Margarida Sousa Uva.
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