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Correio da Manhã

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“Ninguém está acima da lei”

O primeiro-ministro de Cabo Verde, José Maria Neves, lamentou o escândalo causado pela recente detenção do presidente da Bolsa de Valores de Cabo Verde, Veríssimo Pinto, acusado de tráfico de droga e branqueamento de capitais, mas considerou-a uma prova de que as instituições do país funcionam.
26 de Dezembro de 2011 às 01:00
Veríssimo Pinto seria próximo de José Maria Neves (na foto)
Veríssimo Pinto seria próximo de José Maria Neves (na foto) FOTO: Thierry Roge/Reuters

"Este facto engrandece Cabo Verde porque nos apresentamos ao Mundo como um país onde as instituições funcionam e ninguém está acima da lei", afirmou José Maria Neves em declarações à agência Inforpress. O primeiro-ministro de Cabo Verde deixou ainda claro que a detenção de Veríssimo Pinto, de quem era próximo, é um sinal visível de que, no seu país, os tribunais "são independentes e respeitam apenas as leis e a Constituição".

O primeiro-ministro cabo--verdiano não negou, contudo, o desapontamento com o patrão da Bolsa: "É um jovem muito capaz e competente. Deixou-me triste por causa disso, mas espero que a Justiça funcione", afirmou, referindo-se aos esforços de Cabo Verde no combate ao narcotráfico e ao branqueamento de capitais.

As detenções, recorde-se, ocorreram entre terça e quinta-feira, no âmbito de uma megaoperação, com o nome de código ‘Lancha Voadora’ e que incluiu buscas às residências e escri-tórios dos cinco suspeitos, onde foi encontrada documentação comprometedora. A investigação das autoridades cabo-verdianas teve início em Outubro, após a maior apreensão de droga no arquipélago: 1,5 toneladas de cocaína, avaliadas em quase 14 milhões de euros, e ainda milhares de euros, carros de luxo, jipes, motos de água e armas.

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