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Nobel da Física premeia poupança de energia

Três investigadores inventam lâmpadas LED amigas do ambiente.

07 de outubro de 2014 às 11:02

O prémio Nobel da Física foi esta terça-feira atribuído aos investigadores Isamu Akasaki e Hiroshi Amano (Japão) e Shuji Nakamura (Estados Unidos), pela invenção do díodo eletroluminescente (LED), anunciou o júri, num comunicado.

Os consagrados foram reconhecidos pela invenção desta tecnologia, que permite significativas poupanças de energia.

"A sua invenção foi revolucionária", considerou o júri, que referiu que "as lâmpadas incandescentes iluminaram o século XX; o século XXI será iluminado pelas lâmpadas LED".

Os três investigadores produziram raios brilhantes de luz azul a partir de semicondutores no início da década de 1990, desencadeando uma transformação fundamental na tecnologia de iluminação, segundo o júri do prémio Nobel.

Antes, já existiam díodos vermelhos e verdes, mas sem a luz azul, não podiam ser criadas lâmpadas brancas.

Desafio de três décadas

Criar o LED azul foi um desafio que se arrastou por três décadas.

"Eles tiveram sucesso onde todos os outros falharam", afirmou o júri, acrescentando: "Com o advento de lâmpadas LED, temos agora alternativas mais duradouras e mais eficientes do que antigas fontes de luz".

As lâmpadas LED emitem uma luz branca brilhante, têm longa duração e usam muito menos energia do que as lâmpadas incandescentes criadas por Thomas Edison no século XIX.

Os laureados vão partilhar o prémio de oito milhões de coroas suecas (equivalente a 883 mil euros).

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