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Nova barragem em risco de ruir no domingo no Brasil

Técnicos de empresa constataram uma movimentação atípica e perigosa na Barragem Superior Sul, em Minas Gerais.
Domingos Grilo Serrinha e correspondente no Brasil 17 de Maio de 2019 às 17:31
Rutura de barragem no Brasil
Imagens mostram sofrimento de tribo indígena após rutura de barragem no Brasil
Pessoas e animais entre rios de lama causados pela rutura de barragem no Brasil
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Imagens mostram sofrimento de tribo indígena após rutura de barragem no Brasil
Pessoas e animais entre rios de lama causados pela rutura de barragem no Brasil
Rutura de barragem no Brasil
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Pessoas e animais entre rios de lama causados pela rutura de barragem no Brasil

A empresa de mineração Vale, antiga Vale do Rio Doce, alertou o Ministério Público e as autoridades do estado de Minas Gerais de que uma nova barragem de resíduos minerais da empresa pode ruir já a partir do próximo domingo e provocar uma nova tragédia ambiental, no Brasil.

De acordo com as informações avançadas pela empresa, técnicos da empresa constataram uma movimentação atípica e perigosa na Barragem Superior Sul, uma das barragens do complexo de mineração da Mina Gongo Soco, na cidade de Barão de Cocais, e a estrutura não deve suportar a pressão por muito mais tempo.

A empresa estima que, se a movimentação das toneladas de rejeitos mantiver o ritmo dos últimos dias, um avanço de aproximadamente quatro centímetros por dia, a barragem rebentará entre o próximo domingo, 19, e o sábado seguinte, 25. Barão de Cocais fica a cerca de 100 quilómetros de Belo Horizonte, a capital de Minas Gerais.

De acordo com a Vale e o Ministério Público, dificilmente ocorrerá uma tragédia humana como a de Brumadinho, outra cidade na Grande Belo Horizonte, onde em Janeiro mais de 300 pessoas morreram quando a Barragem do Feijão estourou e milhões de metros cúbicos de lama contaminada soterraram funcionários da empresa e moradores da região.

No caso de Barão de Cocais, centenas de pessoas que viviam nas proximidades da Barragem Superior Sul começaram a ser evacuadas de suas casas em fevereiro, quando se perceberam os primeiros sinais de perigo de rutura, para se prevenir uma nova tragédia humana, mas os danos ambientais são inestimáveis.

Após o alerta da empresa, o Ministério Público determinou que a Vale retire ainda mais habitantes da região para local seguro, que lhes providencie, tal como aos já evacuados, apoio logístico, médico e psicológico, além de alimentação e alojamento.

Além disso, a Vale deve manter alertas através de carros de som, rádios e jornais da região enquanto o risco de ruir persistir, bem como criar na cidade de Barão de Cocais e nas vizinhas Santa Bárbara e São Gonçalo do Rio Abaixo postos multidisciplinares de apoio e acolhimento que funcionem 24 horas por dia para atenderem a população caso se confirme.

Entretanto, esta sexta-feira, a Proteção Civil vai repetir treinos de rotas de fuga para os habitantes e os locais de acolhimento a que cada um deve dirigir-se se for necessário. Além desta barragem em risco e da de Brumadinho, outra barragem da Vale rebentou em Minas Gerais há três anos, dessa feita na região de Mariana, deixando 19 mortos e uma devastação indescritível até hoje não reparada ao longo de centenas de quilómetros do Rio Doce tanto em Minas quanto no estado vizinho, Espírito Santo.
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