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Nova Iorque fecha cinemas, teatros e proíbe multidões com mais de 500 pessoas

Espetáculos na Broadway foram cancelados.

12 de março de 2020 às 18:47

A cidade de Nova Iorque proibiu qualquer evento que reúna mais de 500 pessoas, na tentativa de conter a propagação do novo coronavírus, anunciou esta quinta-feira o governador do Estado, Andrew Cuomo.

A medida entra em vigor na sexta-feira e inclui os espetáculos da zona da Broadway, onde a liga de salas de teatros disse ter suspendido todas as apresentações, durante o período de um mês.

A proibição, contudo, não afeta escolas, hospitais, asilos ou sistemas de transportes públicos, segundo Cuomo.

Também grandes edifícios de escritórios ficam a salvo desta diretiva, uma vez que a medida se refere a reunião de mais de 500 pessoas na mesma sala e não espalhadas por vários pisos de um edifício.

A Liga da Broadway explicou que o encerramento das salas de espetáculo visa apoiar "a saúde e o bem-estar do público e dos trabalhadores do setor.

A organização diz que vai acompanhar de perto a situação e assegurar-se de que todos aqueles que tenham comprado bilhetes para espetáculos até 12 de abril possam ver o seu bilhete alterado ou ver devolvido o dinheiro do ingresso.

As medidas são tomadas no dia em que as autoridades anunciaram a infeção de 328 pessoas, no Estado de Nova Iorque, mais 112 casos do que na véspera, embora salientem que até agora nenhum paciente morreu.

Andrew Cuomo insiste que o número representa certamente apenas uma fração de todos os nova-iorquinos infetados, já que foram realizados apenas 2.134 testes, desde o início do surto.

As autoridades dizem que vão acelerar os processos de triagem, tendo autorizado 28 laboratórios a realizar os testes.

O governador do Estado de Nova Iorque diz que o número de casos de infeção confirmados deverá aumentar significativamente nos próximos dias, de acordo com as trajetórias observadas em países como a China, Coreia do Sul e Itália.

Hoje, a arquidiocese de Nova Iorque anunciou que encerrará as suas escolas primárias, na próxima semana, afetando mais de 19 mil alunos, de acordo com o jornal The New York Times.

Ao mesmo tempo, Nova Iorque continuar a operar o seu imenso sistema de transportes públicos de forma normal, embora com um número mais diminuto de passageiros.

O governador do Estado disse que a prioridade deve ser agora garantir que o sistema de saúde está preparado para responder ao aumento de casos de infeções, estando para isso a ser criado um grupo de médicos que atualmente não estão a trabalhar, para se preservarem de eventuais infeções até que tenham de ser chamados ao serviço.

Andrew Cuomo admite mesmo que os hospitais possam vir a adiar cirurgias não urgentes, para libertar cerca de 35% das camas.

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