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Novo ministro das Finanças brasileiro anuncia cortes na despesa

Henrique Meirelles defende meta fiscal realista.

13 de maio de 2016 às 21:01

O novo ministro das Finanças do Brasil, Henrique Meirelles, anunciou esta sexta-feira cortes na despesa pública e que se esforçará para que o Brasil persiga metas fiscais realistas.

"Estamos examinando essas contas. Vamos cortar as despesas públicas", disse.

O governante afirmou também que é "importante que se estabeleça uma meta que seja realista, cumprida e depois sirva de base para a melhora das contas públicas".

Recém-chegado ao cargo, Henrique Meirelles comentou que não está com pressa e que vai averiguar os números do Governo para implantar uma nova estratégia e inverter o crescimento da dívida pública, que não pode continuar a crescer.

Sobre o Banco Central (BC), cargo que ele mesmo ocupou na gestão do ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o novo ministro confirmou que deve mesmo ser enviado ao Congresso um projeto retirando o estatuto de ministro do presidente do órgão, mas que os técnicos continuarão sendo independentes.

O ministro das Finanças fez questão de frisar que o Governo manterá os programas sociais, criados nas gestões do Partido dos Trabalhadores (PT), durante as presidências de Lula da Silva e Dilma Rousseff. Henrique Meirelles chega ao cargo como a responsabilidade de reverter a derrocada da economia brasileira, que fechou 2015 com um dos piores resultados da história do país.

O Produto interno Bruto (PIB) encolheu 3,8%, a taxa anual de inflação voltou à casa dos dois dígitos (10,67%) e o desemprego entrou numa curva crescente, que apenas piorou em 2016, com mais de 11 milhões de brasileiros desempregados.

Sobre as medidas necessárias para combater o desemprego, o ministro das Finanças lembrou que a situação atual é consequência da queda da atividade económica.

"Temos que fazer com que a economia volte a crescer. E, em consequência, os empregos voltem a ser criados. É necessário que se aumente a confiança, com a confiabilidade de que o governo estará solvente no futuro. E partir daí volte o crescimento e o emprego", concluiu.

Henrique Meirelles faz parte de um grupo de 23 ministros que tomaram posse quinta-feira após a nomeação de Michel Temer como Presidente interino do Brasil no lugar de Dilma Rousseff. A chefe de Estado brasileira foi afastada temporariamente pelo Senado (câmara alta) por um prazo máximo 180 dias, por suspeitas de irregularidades orçamentais, com despesas não autorizadas.

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