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Número de mortos em incêndio em hospital no Rio de Janeiro sobe para 14

Três pessoas que estavam internadas noutros hospitais não resistiram aos ferimentos graves.

17 de setembro de 2019 às 19:44

O número de vítimas fatais do incêndio que quinta-feira passada destruiu o Hospital Badim, no Maracanã, zona norte da cidade brasileira do Rio de Janeiro, subiu esta terça-feira para 14. O número inicial de mortos era de 10, uma idosa ferida morreu poucas horas depois, elevando o balanço para 11, e nestas segunda e terça-feira outras três pessoas que estavam internadas noutros hospitais com ferimentos graves não resistiram.

A última vítima confirmada era uma idosa de 98 anos que estava internada numa das Unidades de Tratamento Intensivo do Hospital Badim atingidas pelo fogo e pelas grossas camadas de fumo que tomaram conta do edifício na quinta-feira. Transferida para o Hospital Israelita Albert Sabin, também no Rio de Janeiro, a idosa faleceu esta terça devido a complicações decorrentes da inalação de grande quantidade de fumo tóxico.

De acordo com dados divulgados pelo Hospital Badim esta terça-feira, ainda há 59 pessoas internadas em diversas unidades hospitalares do Rio, particulares e públicas. Dessas, 50 são pacientes que estavam internados no Badim no dia da tragédia e nove são pessoas que acompanhavam familiares ou funcionários que se queimaram ou foram intoxicados ao ajudar nos resgates.

O incêndio no Hospital Badim começou no gerador, instalado no subsolo do edifício de seis andares, erguido há apenas 19 anos, e uma densa camada de fumo irrespirável tomou rapidamente conta de todos os pisos, cujas janelas estavam aparafusadas para garantir a qualidade do ar dentro do prédio. Inicialmente, funcionários do próprio hospital tentaram apagar o fogo no gerador e pareciam tê-lo conseguido, mas o sinistro voltou minutos depois com muita violência.

Da forma que puderam, funcionários, médicos e enfermeiras retiraram os 103 pacientes internados no hospital em chamas, levaram os que estavam em estado mais grave para uma creche e a garagem de um prédio vizinho, enquanto outros foram acomodados improvisadamente em colchões espalhados pela calçada de ruas laterais. A maior parte das vítimas fatais eram pessoas de idade que estavam no terceiro andar, várias delas ligadas a aparelhos que deixaram de funcionar por terem derretido ou por a energia ter acabado.

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