Cientistas ingleses, franceses e indonésios, da área da veterinária, estão a investigar o nascimento de quatro dragões de Komodo no Jardim Zoológico de Londres. Além de se tratar da primeira reprodução desta espécie na Europa, o que mais está a intrigar os especialistas é que a mãe dos quatro animais, Sungai, não acasalava há mais de dois anos.
Para já, uma hipótese é avançada pelos especialistas. Sungai terá conseguido guardar espermatozóides no seu tracto reprodutivo durante dois anos, tendo-se autofertilizado em Agosto do ano passado. A equacionar-se está também a possibilidade de Sungai se ter autoclonado sem a intervenção do macho, uma característica que está ao alcance das fêmeas de algumas espécies animais, nomeadamente répteis.
Ainda assim, só os resultados de um estudo genético que está já a ser desenvolvido pelos cientistas conseguirá dar respostas a todas as dúvidas, inclusive, a de saber o sexo dos animais recém-nascidos, algo que é imperceptível a olho nu.
Os pequenos répteis nasceram no final de Março com apenas 50 centímetros de comprimento (do nariz à extremidade da cauda), mas em fase adulta podem atingir os três metros.
SEPARAÇÃO EM 2004
A história de Sungai começou a desenhar-se em 2004, quando a directora do Parque Zoológico de Thoiry, em Paris, onde vivia, decidiu transferi-la para Londres para evitar uma reprodução com consanguinidade, já que o seu único companheiro no local, de nome Kinaam, era seu primo.
O especialistas já lhe tinham, entretanto, arranjado um parceiro à altura, mas para já é seguro que Raja, o dragão de Komodo macho que vive no Zoo de Londres, não é o pai das ‘crianças’. Sungai colocou dois ovos antes de qualquer contacto com Raja. Cada ovo continha duas crias.
Tal como a maioria dos dragões de Komodo que nascem em cativeiro, os pequenos répteis ainda estiveram numa incubadora, sendo que a sua mãe faz parte de um programa europeu que visa ajudar a Indonésia (país de onde são originários estes animais) a preservar a espécie.
Durante dois anos, os dragões bebés viverão, sobretudo, em cima de árvores, já que em ambiente selvagem este comportamento evita que possam ser caçados por dragões maiores.
ESPÉCIE VULNERÁVEL
Os dragões de Komodo são uma espécie endémica da Indonésia que se encontra nas ilhas de Komodo, Rintja, Padar e Flores. Vivem, preferencialmente, nas savanas e em matagais, mas também podem ser encontrados em zonas costeiras e recifes.
Segundo a União Internacional para a conservação da Natureza, trata-se de uma espécie vulnerável que se encontra ameaçada pela caça, por envenenamentos feitos pelas populações locais e pela diminuição das suas presas. Existem entre 3000 a 5000 exemplares no Mundo em estado selvagem.
SALIVA MORTAL PARA AS PRESAS
À semelhança das serpentes, os dragões de Komodo têm a língua bifurcada. Transportam cerca de 50 bactérias mortais na saliva pelo que uma só mordidela pode ser fatal para um ser humano. Geralmente é-o para as suas presas. As maiores, que não morrem no momento, acabam por falecer alguns dias depois devido às infecções nas feridas.
Um dragão de Komodo consegue detectar o cheiro de um cadáver até onze quilómetros de distância. Estes são animais muito vorazes, de tal forma que um único exemplar adulto pode devorar um javali de 30 quilos em apenas 17 minutos, contando com ossos. A única coisa que o dragão de Komodo não come é o estômago, por conter matérias vegetais.
ALIMENTOS
Os dragões de Komodo alimentam-se de cobras e pequenos animais, incluindo dragões bebés. Do seu menu fazem também parte animais domésticos, entre os quais galinhas, patos, cães, gatos e porcos. Há relatos de animais que atacaram, mataram e comeram humanos.
BONS NADADORES
Apesar do seu tamanho, estes animais movimentam-se com a mesma destreza quer na terra quer na água. Já foram, inclusive, vistos a repousar no fundo de um coral. Podem mergulhar até quatro metros de profundidade e nadar grandes distâncias à superfície.
ACASALAMENTO
Os acasalamentos nesta espécie dão-se com mais frequência em Junho e Agosto. A fêmea deposita 15 a 40 ovos num buraco que escava no solo. A incubação dura entre oito a nove meses. A maturidade sexual é atingida quando o macho medir 70 cm de comprimento (excluindo a cauda), ou seja, por volta dos cinco ou sete anos de idade.
SOBREVIVÊNCIA
Uma vez que os dragões adultos se alimentam muitas vezes das crias, as fémeas desenvolvem, pouco depois de dar à luz, um ritual de combate provavelmente sem precedentes no mundo animal: levantam-se sobre as patas traseiras e chegam a lutar com os machos até à morte.
DRAGÕES EM PORTUGAL
À semelhança dos grandes jardins zoológicos do Mundo, também no de Lisboa podem ser observados os dragões de Komodo. São três e são adultos.
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