Investigadora dá o exemplo das visitas à Guiné-Bissau do então primeiro-ministro António Costa e do Presidente da República.
A investigadora guineense Odete Semedo disse à Lusa haver "uma mão oculta" de Portugal que tem ajudado Presidente Umaro Sissoco Embaló, dando exemplo das visitas à Guiné-Bissau do então primeiro-ministro António Costa e do Presidente da República.
"Há uma mão oculta que sai de Portugal e ajuda Umaro Sissoco Embalo", denunciou à Lusa a poetisa, contista, professora universitária e política, que se participar do 2.º Festival Literário Internacional da Paraíba (FliParaíba), que decorre até sábado na cidade brasileira de João Pessoa.
"Quando o Sissoco estava a fazer as maiores barbaridades da história, o Marcelo [Rebelo de Sousa] foi lá, o António Costa foi lá, foram branquear aquilo que ele estava a fazer", disse.
A ex-ministra da Educação e da Saúde da Guiné-Bissau referia-se à viagem em novembro de 2023 de António Costa e Marcelo Rebelo de Sousa para participarem da celebração oficial dos 50 anos de independência da Guiné-Bissau.
"É uma grande alegria estar aqui na Guiné-Bissau neste momento histórico e Portugal vem em peso com o primeiro-ministro e o Presidente da República", declarou, na altura, o chefe de Estado, que jantou ao lado do Presidente guineense, Umaro Sissoco Embaló, nesse dia.
A Guiné-Bissau foi a primeira colónia portuguesa em África a tornar-se independente. A independência foi proclamada unilateralmente em 24 de setembro de 1973, decorrida uma década de luta armada.
As Nações Unidas reconheceram de imediato a independência da Guiné-Bissau, e Portugal apenas um ano mais tarde, em setembro de 1974, após o 25 de Abril.
"Portugal errou feio, errou feio mesmo", criticou a investigadora guineense Odete Semedo.
"São as políticas da cooperação internacional, eles lá têm as suas vias de mão dupla e vão fazendo às vezes uma palmadinha nas costas, uma carola, um puxão da orelha e vai-se caminhando", resumiu.
O Presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, deposto na quarta-feira por um golpe militar, chegou na quinta-feira ao Senegal a bordo de um avião fretado por este país, anunciou o Ministério dos Negócios Estrangeiros senegalês em comunicado.
A decisão foi tomada após o Presidente senegalês, Bassirou Diomaye Faye, ter participado numa cimeira extraordinária da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), que decorreu virtualmente para analisar a situação na Guiné-Bissau.
Os militares assumiram na quarta-feira o "controlo total" da Guiné-Bissau, antecipando-se à divulgação dos resultados das eleições gerais de 23 de novembro.
O general Horta Inta-A foi empossado Presidente de transição da Guiné-Bissau, numa cerimónia que decorreu no Estado-Maior General das Forças Armadas guineense.
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