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Correio da Manhã

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Oficiais forçam marinheiro a masturbar-se com pornografia gay

Homem conta castigos, que incluíam ser chicoteado.
28 de Novembro de 2017 às 12:30
Danny Foster
Julgamento no tribunal
Danny Foster
Julgamento no tribunal
Danny Foster
Julgamento no tribunal
Um marinheiro foi forçado por superiores a assistir a pornografia gay e a masturbar-se em frente dos colegas, por ter falhado num teste de leitura de mapas.

Os incidentes que ocorreram entre maio e agosto de 2014, nas bases navais Faslane e Coulport em Argyll, Reino Unido, levaram à detenção dos cabos Danny Foster e Philip Beer. Os cabos estão agora a ser julgados no tribunal Militar de Portsmouth. 

No tribunal, o jovem que não pode ser identificado por razões legais, afirmou que na altura tentou resusar a ordem dos superiores, mas que lhe disseram que se o fizesse "sofreria consequências". 

"Na ocasião, houve um teste de leitura de mapas que era muito díficil e em que muita gente falhou. Nós ficámos alinhados na frente da sala e os cabos estavam na parte de trás a falar sobre o que nos iam fazer. Todos riram quando o cabo Foster nos disse que íamos ver pornografia gay", afirmou em tribunal.

"Quando me dirigi para o dormitório, disse ao cabo que não ia fazer e ele disse-me que ia ser punido gravemente", contou. "A pornografia que nos mostraram era temática e disseram-nos também que a última pessoa a ejacular sofria outras consequências", concluiu a vítima. 

Na audiência, o estudante da marinha disse ainda que muitas das vezes, as punições por incumprimento ou erros era decidida por dados ou por jogos de "Verdade ou Consequência" e revelou outras situações que ele e os colegas sofreram. "Havia também uma barra de metal no ginásio em que nos penduravam e éramos chicoteados". Outra das vezes, os superiores forçaram os marinheiros a depilar todos os pêlos do corpo por "não terem limpo uma mancha de café".

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