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MICRONOVELA

Pandora O poder não se mostra. Usa-se.

Papa denuncia problemas do mundo atual

Orações na Via-Sacra contra a pena de morte, pedofilia e perseguições religiosas.

03 de abril de 2015 às 23:48

O papa denunciou esta sexta-feira, no final da Via-Sacra, os problemas do mundo atual, como a pena de morte, a pedofilia, e as perseguições religiosas, todos representados "na crueldade" do calvário de Cristo.

No final das 14 estações que compõem a Via-Sacra e representam a condenação, execução na cruz, morte e sepultamento de Jesus Cristo, Francisco denunciou "a crueldade" de algumas situações atuais que correspodem ao calvário de Cristo, como a corrupção ou a indiferença das pessoas perante quem sofre.

"Na crueldade da tua Paixão, Senhor, vemos a crueldade das nossas ações e a todos os abandonados pelos familiares, pela sociedade. No teu corpo ferido vemos os desfigurados pela nossa indiferença", lamentou o papa.

Também lembrou "os irmãos cristãos" que "são perseguidos, decapitados e crucificados aos olhos de todos e, frequentemente, sob um silêncio cúmplice". 

Em cada uma das 14 etapas foi lida uma das 14 meditações escritas por Renato Corti, bispo emérito da cidade de Novara (norte de Itália), que referiam problemas atuais como a corrupção de menores. 

A cruz foi transportada por pessoas de diferentes circunstâncias sociais, como doentes, famílias e católicos do Iraque, Síria, Nigéria, Egito e China.

Também foi abordado "o lugar importante das mulheres nos Evangelhos e o génio feminino", nesta ocasião, duas irmãs dominicanas de Santa Catarina de Siena, oriundas do Iraque, transportaram a cruz. 

Na estação em que a meditação foi dominada por fenómenos como a solidão, o abandono, a indiferença ou a perda de entes queridos, dois homens de nacionalidade síria levaram a cruz.

Dois cidadãos chineses transportaram a cruz durante uma estação, na qual se meditou sobre "os acontecimentos que violam a dignidade do Homem", como o tráfico de seres humanos, crianças-soldado ou "o trabalho que se converte em escravatura".

Nesta altura, Corti denunciou a situação "dos rapazes e adolescentes que são ultrajados, agredidos na sua intimidade, barbaramente profanados", numa alusão às vítimas de abusos sexuais. 

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