Praça Republique vai ser o palco da marcha que já estava previamente marcada e autorizada.
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A polícia tenta dispersar manifestantes nos Campos Elísios, em Paris, com gás lacrimogéneo e destruir barricadas um pouco por toda a cidade, e os "coletes amarelos" pensam agora juntar-se à Marcha do Clima na Praça Republique.
"Eles [polícias] estão mais organizados desta vez, as ruas estão bloqueadas nos Campos Elísios, portanto agora vamos juntar-nos à Marcha do Clima", disse Youri, "colete amarelo" vindo de Vosges, em declarações à agência Lusa.
Questionado se não há uma certa contradição entre pertencer a um movimento que começou exactamente contra o aumento do preço dos combustíveis e juntar-se a uma marcha que alerta para o aquecimento global, Youri considerou que não.
"O problema é da economia e do sistema, pedir a diminuição dos impostos e ser ecologista é possível. Temos o dinheiro suficiente para fazer com que toda a gente viva bem e para proteger as gerações do futuro, com uma política ecológica mais eficiente", afirmou Youri.
A Marcha do Clima, prevista para a Praça Republique, acontece depois do almoço e já estava previamente marcada e autorizada e, segundo a Lusa conseguiu apurar junto de vários "coletes amarelos", haverá muitos manifestantes que se juntarão a esta iniciativa.
Ao contrário de outras manifestações e ações de solidariedade, esta manifestação manteve-se, alterando apenas o seu itinerário.
Nos Campos Elísios, os manifestantes continuam a envolver-se em confrontos com a polícia, lançando garrafas e pedras contra os agentes da ordem. Alguns grupos de jovens vestidos de preto e com a cara tapada fazem buracos no chão para retirar os paralelos e, em seguida, arremessá-los contra a polícia. Isto fez com que Elise, "colete amarelo", tenha parado e confrontado diretamente os jovens.
"Não estou de acordo com esta degradação, não vamos partir tudo só porque o senhor Macron faz o que quer. É preciso acabar com a ideia que somos todos delinquentes, alguns sim, mas a maior parte só se quer manifestar em paz", disse Elise, mãe de quatro filhos vinda da Normandia, à agência Lusa.
Ao contrário de uma manifestação tradicional, onde há um cortejo, com os Campos Elísios bem protegidos pela polícia através de ruas bloqueadas e ações frequentes de detenção de manifestantes, os "coletes amarelos" veem-se confinados em pequenos grupos.
Juntam-se para cantar o hino, para gritar "Demissão Macron" e para carregar sobre grupos de polícias que os impedem de passar para outras artérias da capital francesa. É nessa altura que a polícia utiliza as granadas de gás lacrimogéneo para dispersar a multidão.
"Isto não é uma manifestação. Eles estão todos aqui à espera de alguma coisa. Acho que esperam a violência. Só vejo destruição, não há justificação possível para isto. Sei que as pessoas sofrem, mas há outras maneiras", explicou Alice, parisiense da margem esquerda do Sena, que aproveitou o 'jogging' matinal para ver o que se passava na avenida.
Enquanto prestava declarações à agência Lusa, uma mulher vestida com um colete amarelo gritou "Volta para o teu bairro podre", começando um diálogo aceso entre as duas mulheres.
Para além dos Campos Elísios, onde estão vários veículos blindados - utilizados pela primeira vez pela polícia em Paris -, as forças da ordem têm intervindo em várias avenidas da cidade onde manifestantes constroem barricadas e incendeiam veículos e caixotes do lixo.
Com 8.000 polícias nas ruas, a manifestação em Paris conta com cerca de 8.000 manifestantes, sendo que 2.000 estão concentrados nos Campos Elísios. Neste sábado já foram identificadas mais pessoas do que nos últimos três fins de semana e 475 pessoas foram presas.
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