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Parlamento iraniano aprova encerramento do Estreito de Ormuz. Medida depende da decisão final do Conselho Supremo

Estreito de Ormuz é um dos pontos estratégicos mais importantes do mundo, pelo qual passam cerca de 20% do petróleo mundial e uma parte significativa do gás natural.

22 de junho de 2025 às 15:24
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Parlamento iraniano aprova encerramento do Estreito de Ormuz. Medida depende da decisão final do Conselho Supremo

O Parlamento iraniano recomendou, este domingo, o fecho do Estreito de Ormuz, cuja decisão final compete ao líder supremo da república islâmica, o ayatollah Ali Khamenei.

Reunida após o envolvimento militar dos Estados Unidos na ofensiva desencadeada por Israel contra o Irão, atacando instalações nucleares do país, a Assembleia Consultiva Islâmica, o parlamento iraniano, recomendou o encerramento daquele que é um dos principais corredores comerciais e económicos do mundo.

A decisão ainda precisa de ser ratificada por outros órgãos iranianos, incluindo o Conselho Supremo de Segurança Nacional, segundo explicou um deputado e general iraniano ouvido pela agência espanhola EFE.

O Estreito de Ormuz é um dos pontos estratégicos mais importantes do mundo, pelo qual passam cerca de 20% do petróleo mundial e uma parte significativa do gás natural, de modo que qualquer bloqueio terá um enorme impacto económico, nomeadamente na Europa.

Alguns países europeus dependem do petróleo e gás natural que importam dos países do Golfo e, por isso, um bloqueio do estreito poderia levar a uma escassez de energia.

Além disso, se o Irão aprovar o encerramento, os preços do petróleo vão disparar a nível mundial, o que aumentaria a inflação e os custos da energia, com efeito na economia mundial (indústria transformadora, transportes, agricultura).

O estreito é também uma rota fundamental para o transporte marítimo mundial e um bloqueio poderia, além de fazer subir os preços, atrasar as importações, de matérias-primas, produtos eletrónicos e bens de consumo, afetando as cadeias de abastecimento.

O Irão já ameaçou fechar Ormuz diversas vezes, mas nunca chegou a fazê-lo, porque o país também depende do estreito para exportar a maior parte do seu petróleo bruto, tal como outros membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Iraque.

Com 33 quilómetros de largura no seu ponto mais estreito, Ormuz fica entre Omã e Irão, ligando de um dos lados ao Golfo Pérsico e do outro ao Golfo de Omã, que se abre ao Mar Arábico.

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